Revelando, imortalizando histórias e talentos
16.4.07

Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - MIAN - Inaugurado no ano de 1995, a história do MIAN começou muitos anos antes para seu fundador.

Lucien Finkelstein iniciou ainda muito jovem sua coleção de obras de arte. Aos poucos, dominado por uma paixão alimentada durante décadas, as obras de pintores naïfs foram se tornando mais numerosas e ocupando a maior parte de seu acervo, que já percorreu o mundo em exposições organizadas por Lucien. Uma das que mais obtiveram destaque foi "O Mundo Fascinante dos Pintores Naïfs", realizada em 1988/1989 no Paço Imperial do Rio de Janeiro, com 171 obras e um público de 70 mil visitantes. Já pensando em ceder esse acervo particular a uma instituição que o abrigasse, o conservasse e o expusesse, Lucien Finkelstein resolveu criar uma fundação em 1985, que levou seu nome, dando assim o primeiro passo para a realização de seu sonho. Depois de diversas tentativas frustradas junto a órgãos públicos, resolveu dar um passo mais ousado. Adquiriu um casarão antigo no Cosme Velho - classificado pelo Patrimônio Artístico Municipal, cercado de mangueiras centenárias e construído num terreno com mais de 1000 m2 - com recursos próprios e o cedeu em comodato para a fundação.

O MIAN é o mais completo museu desta especialidade e possui o maior acervo de arte naïf do mundo. São mais de 8 mil obras, datadas do século XV até hoje, que reúnem artistas de todos os estados brasileiros e de outros 130 países. Por causa de sua localização privilegiada numa área nobre do Rio de Janeiro, a apenas 30 metros da estação do trenzinho que leva ao Corcovado, uma boa parte do público é de turistas, principalmente os estrangeiros, que estão interessados em conhecer o que há de mais genuíno na arte brasileira. Uma parceria com a prefeitura foi feita para ajudar na manutenção do museu. Em contrapartida, a casa cede obras para exposições em outros museus e recebe alunos de escolas públicas em visitas guiadas. Aliás, a diretora Jacqueline afirma que "o Museu Naïf é um dos poucos que realmente agradam às crianças por causa da comunicação direta que as obras têm com elas e por causa da possibilidade que elas têm conhecer o folclore nacional, as belezas naturais e outros aspectos de nossa cultura de uma forma bastante simples e agradável".
Visando atrair um maior número de visitantes, o MIAN mantém, simultaneamente, 6 exposições. Três tem caráter permanente: uma nacional, uma internacional e outra sobre o Rio de Janeiro Naïf, trocadas anualmente. Nas demais salas há uma mostra temática, uma para projetos da casa com obras de um único artista - seja para o lançamento de novos pintores ou para homenagear os consagrados - e uma sala para as Novas Aquisições, sempre com material inédito.

Serviço: Museu Internacional de Arte Naïf do Brasil - MIAN.
Endereço; Rua Cosme Velho, 561. Visitas: de terça a sexta das 10h às 18h e sábados e domingos das 12h às 18h. Ingressos: R$ 8,00 (estudantes, idosos e crianças pagam meia). Informações: (21) 2205-8612. 

 

MUSEU NACIONAL DE BELAS ARTES

Momentos significantes da arte no Brasil produzido no período colonial ao contemporânea está presente na coleção do M.N.B.A., no Rio de Janeiro.

O Museu Nacional de Belas Artes é o principal do País por sua história e posição na produção artística e cultural brasileira. Por estar ao lado da Biblioteca Nacional e em frente ao teatro municipal, formam um grande triângulo cultural. Depois da ocupação de diversas e indesejáveis ao seu propósito inicial, o museu retoma todo o espaço da importante construção neoclássica erguida entre a avenida central, mostrando a nação e ao mundo toda força criadora brasileira, através das obras expostas e depositadas em seu acervo. Pode-se ter uma noção folheando o livro "Acervo do Museu Nacional de Belas Artes" patrocinado pelo Banco Santos, que vem prestando grandes serviços à literatura, que faz do livro um documento necessário, e comprova que o M.N.B.A. é o principal acervo nacional de artes visuais. Criado em 1937, por muito tempo funcionou em pequena parte do prédio construído em 1908, para sediar a Escola Nacional de Belas Artes. Com a saída da escola, a partir de 95 o museu se instalou na plenitude do prédio. São 10.500 metros quadrados de galerias para exposição de obras do acervo e de mostras temporárias.

Grandes mestres

O pátio, que servia de estacionamento, hoje, abriga gigantesco painel de azulejo de Djanira, trazido do túnel Santa Bárbara /RJ. O reparo do paínel ficou à cargo da fundação Roberto Marinho, e o pátio ganhou o nome de Roberto e Lily Marinho. Em 1999, foi aberta a galeria do século XXI, espaço sem qualquer interferência de janelas, portas ou divisões. O museu já mantinha as galerias do século XVII, XVIII e XX. Em seu acervo Coleção como de Frans Post - do século XVII, mobiliário e esculturas de Marc Ferrez, Francisco Chaves Pinheiro, Antônio Teixeira Lopes,Guinard [foto à direita], Victor Meireles [acima] entre outros deslumbram os visitantes. Definiríamos o M.N.B.A. é um museu de arte do tipo enciclopédico, como o Louvre e outros que possuem exemplares de produção artística universal de vários períodos históricos. Também tem coleção de pinturas italianas maneiristas e barrocas dos séculos XVI, XVII e XVIII, e mais o conjunto de obras de pinturas holandesas e flamengas dos séculos XV à XVII. O busto de Antonius, mármore do II século d.C., representando o favorito do imperador Romano Adriano pode ser visto no M.N. B.A. { FMartins}

Museu>
Avenida Rio Branco, 199
Centro - Rio de Janeiro
[55 11] 2240-0068

 

 A história do Museu de Geociências está intimamente ligada à história do Instituto de

Geociências, a cuja direção está subordinado. Remonta a 1965,quando começou o ensino das ciências geológicas na Universidade de Brasília - DF.

O Museu ocupa atualmente uma área de 190 m2 no térreo e centro (Sala AT-379) do prédio do Instituto Central de Ciências (ICC). Seu acervo, que conta com cerca de 1000 amostras procedentes de diversos pontos do Brasil e do exterior, foi adquirido ao longo da existência do Curso de Geologia. A maioria corresponde a amostras colhidas durante trabalhos de campo, realizados por professores e estudantes do curso de Geologia. Doações de empresas de mineração, garimpeiros, colecionadores e ex-alunos também contribuíram e contribuem para a ampliação das coleções. Minerais, rochas, fósseis, gemas e meteoritos são expostos à visitação pública e estudo dos interessados. Pelo valor econômico e utilidade que muitas espécies possuem, ou pelo significado na interpretação de fenômenos geológicosque ocorreram em nosso planeta, as amostras representam um atrativo para estudantes, pesquisadores e para comunidade em geral. Para atender a seus objetivos, a exposição obedece a aspectos didáticos, científicos e de aproveitamento econômico. Os minerais são, particularmente importantes e atraentes, seja pela significação econômica, seja pela beleza de suas cores, brilho e formas, os minerais têm destaque especial no Museu, ocupando a maioria das vitrines e mesas expositoras. Eles são os constituintes sólidos das rochas e das jazidas. Formam-se por processos naturais inorgânicos e crescem, através do tempo geológico, com estrutura interna característica. A composição química, definida ou variável dentro dos limites, é um aspecto fundamental no estudo dos minerais, servindo de base para a classificação. A apresentação e a maneira como os minerais estão distribuídos na exposição obedece às grandes classes “químico-estruturais” da Sistemática Mineralógica. As classes e/ou subclasses, quase todas elas representadas por um ou mais exemplares, são as seguintes:

ELEMENTOS NATIVOS: Espécies constituídas pelos próprios elementos químicos em seu estado nativo, como o ouro (Au), prata (Ag), cobre (Cu), enxofre (S), bismuto (Bi), diamante e grafita (polimorfos de carbono - C) entre outros. Os sulfetos, incluindo Teluretos, Arsenietos e Sulfoarsenietos) - compostos em que o componente essencial é o S (Te ou As). Constituem a maioria dos minérios (minerais fonte de metais). Como exemplos, tem-se pirita (FeS2), marcassita (FeS2), calcopirita (CuFeS2), Galena (PbS), cinábrio (HgS), covelita (CuS), realgar (AsS) e tantos outros que enriquecem a exposição.

ÓXIDOS E HIDRÓXIDOS: O oxigênio (O) ou a oxidrila (OH) combina-se com um ou mais elementos metálicos para formar esses minerais. Entre eles, ocorrem espécies de grande significação econômica: hematita (Fe2O3), minério de ferro em que o Brasil é um dos grandes produtores mundiais, pirolusita (MnO2), cassiterita (SnO2), rutilo (TiO2), uraninita (UO2), córindon (Al2O3), espinélio (MgAl2O4), cromita (FeCr2O4), etc. Além de constituírem minérios, certas gemas de valor, como o rubi e a safira (variedades de córindon), espinélio, crisoberilo (BeAl2O4), incluem-se nesta classe. Entre os hologênios, sais com F, Cl, Br, e I como ânions característicos. Alguns exemplos são halita (NaCl), conhecido como sal de cozinha, fluorita (CaF2), sylvita (KCl) e carnalita (KMgCl3.6H2O).

CARBONATOS - minerais de vasta ocorrência, tendo como unidade química o radical CO3 (NO3 ou BO3). Calcita (CaCo3) é a matéria-prima para a indústria de cimento e a indústria ótica; magnesita (MgCO3) é a fonte de magnésio. Os mármores, rochas são tão comuns empregadas como material de construção, são constituídos principalmente de calcita ou dolomita, MgCa(CO3)2. E também inclui Nitratos e Boratos.

SULFATOS - são caracterizados pelo complexo químico SO4 (CrO4, MoO4 ou WO4). Barita (BaSO4), fonte de Ba, gipsita (CaSO4), essencial nas indústrias de giz e gesso, scheelita (CaWO4), fonte de W, são minerais importantes desta classe. (incluindo Cromatos, Molibdatos e Tungstatos)

FOSFATOS - têm quimicamente a presença do complexo PO4 (AsO4 ou VO4). Entre as numerosas espécies, destaca-se a apatita, Ca5(PO4) 3(OH,F,Cl), matéria-prima de fertilizantes, e a monazita (Ce, La, Y, Th)PO4, fonte de Th.

SILICATOS: São os minerais mais numerosos e amplamente distribuídos na crosta terrestre. Têm como unidade química o composto sílica SiO4, organizado estruturalmente de diversas maneiras, formando os minerais de quartzo e calcedônia, dentre outros. Quando combinada com outros elementos (Al, Fe, Mg, K, Na) a sílica constitui numerosos minerais, com vários exemplares em exposição. Quartzo, feldspatos, caolinita, micas, anfibólios, talco, granada, zircão, turmalina, têm grande interesse como componentes de rochas, minerais industrias ou gemológicos. O que também chama atenção são as Gemas, que em sua maioria são substâncias minerais que possuem um conjunto de propriedades específicas (transparência, cor, brilho, durabilidade, raridade), que contribuem para sua aparência estética e valor econômico. Quando lapidadas e polidas são apreciadas como adorno pessoal e ornamento. Entre os Silicatos encontram-se o maior número de gemas como a esmeralda, água-marinha, turmalina, topázio, ametista, opala, etc. Entretanto, outras classes também apresentam valiosos exemplos: diamante (elemento nativo), rubi, safira, crisoberilo, alexandrita, espinélio (óxidos), turquesa (fosfato). O Brasil é um dos maiores produtores de gemas coradas do mundo.

ROCHAS

São agregados de um ou mais minerais que formam a crosta terrestre. Classificam-se, quanto à origem, em três grandes grupos a seguir caracterizados e exemplificados: ROCHAS ÍGNEAS (ou magmáticas). Rochas ígneas formam-se pela cristalização do magma, gerado pela fusão de rochas no interior da Terra. Este material fundido pode resfriar-se lentamente, cristalizando em profundidade sob a forma de rochas com grãos minerais relativamente grandes. O exemplo clássico desse tipo é o granito, composto principalmente de quartzo, feldspato e mica. Quando o magma sobe à superfície através de vulcões ele derrama-se (lavas), e resfria-se, rapidamente, formando rochas de grãos minerais muitos pequenos, visíveis por meio do microscópio. É o caso do basalto, constituído de piroxênios e feldspatos, ou do riolito que tem a mesma composição do granito.

ROCHAS SEDIMENTARES

Rochas sedimentares são formadas na superfície da Terra, pela deposição de material desagregado de rochas pré-existentes, transportado pelas águas, ventos e geleiras, ou pelo acúmulo de restos materiais e vegetais ou, ainda, pela precipitação química de sais e elementos dissolvidos nas águas. Exemplos comuns são o arenito, resultado da compactação de areias de praias, rios e dunas; o calcário, composto essencialmente de carbonatos oriundos da precipitação química ou atividades de organismos, carvão e petróleo, importantes fontes de energia, formados pelo acúmulo de restos de organismos.

ROCHAS METAMÓRFICAS

Rochas metamórficas são produzidas pela transformação de rochas pré-existentes quando algum processo geológico provoca aumento de temperatura e/ou pressão. Entre as rochas metamórficas mais comuns tem-se: xistos, rochas em que os minerais (predominantemente micas ou anfibólios, com pouco quartzo e/ou feldspato) dispõem-se de maneira orientada, todos em uma mesma direção; gnaisses, constituídos de quartzo, feldspato e micas dispostos com certa orientação, porém menos acentuada que nos xistos, ou com alternância de faixas claras e escuras; mármores, originados de cálcarios pelo aumento de pressão e temperatura. Destaca-se no Museu um exemplar da rocha mais antiga do mundo: um gnaisse tonalítico procedente da região de Acasta River, no Canadá, com idade de 3,962 bilhões de anos.

METEORITOS
São corpos oriundos do sistema solar, fora do nosso planeta, cujas dimensões variam de micra, como poeira, até quilômetros; podem atingir a Terra atraídos pelo seu campo gravitacional e serem vistos ao penetrarem a atmosfera em altíssima velocidade ("estrelas cadentes"). São compostos predominantemente de ferro, níquel e/ou silicatos; em geral, possuem idade superior a 5 bilhões de anos. O Museu tem um valioso exemplar de um meteorito constituído essencialmente de Fe e Ni, pesando 279 Kg. Foi encontrado em 1971, durante a excursão curricular do Curso de Geologia, pelo professor Marcelo José Ribeiro no Município de Sanclerlândia, Estado de Goiás.

FÓSSEIS

São restos de vestígios de animais ou plantas eventualmente preservados em rochas sedimentares. Os fósseis permitem reconstruir formas de vida antiga, sua evolução, os ambientes em que viveram e inclusive possibilitam a datação das rochas em que ocorrem. Como exemplos podem ser citadas conchas de moluscos, carapaças de ouriços, peixes, troncos de árvores, estromatólitos, e vários outros.
Estromatólitos são estruturas construídas por organismos, sendo os vestígios de vida mais antigos na Terra. São encontrados em rochas carbonáticas e correspondem a estruturas formadas por bactérias há bilhões de anos. Os exemplares de Conophyton, existentes no Museu são estromatólitos de composição dolomítica silicificados, construídos por cianobactérias em mares rasos. Tem idade de 1,2 a 0,9 bilhões de anos e foram encontrados por pesquisadores do Instituto de Geociências no Morro do Cabeludo , entre Vazante e Paracatu, Estado de Minas Gerais. Estruturas semelhantes encontram-se no Distrito Federal, Unaí (MG) e Cabeceiras (GO).
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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:20 

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