Revelando, imortalizando histórias e talentos
16.4.07

BANTU TABASISA: cultura africana 

 


Artista plástico, ator e dublê, compositor, músico, coreógrafo africano já se apresentou em vários países.

 

 

 

 

Bantu Tabasisa: de sua vivencia na tribo aprende a tocar instrumentos típicos em geral, danças, cantar em dialetos, caçar, plantar, culinária típica e na Unipalmares ensina suas técnicas originais que estão presentes na nossa MPB

Nascido Marquese Antônio, em 3 de abril de 1970 - em angola, mas foi criado na República Democrática do Congo. Daí sua opção pelo nome Bantu. Segundo explica o artista, o nome Bantu Tabasisa foi conseguido após morar e lutar com outros guerreiros da tribo, assim obteve o direito de usar um segundo nome depois de vencê-los. Casado e residente no Brasil há 14 anos, formado em artes plásticas, e tem como outras profissões: ator e dublê, exímio cozinheiro africano, cantor e percussionista e coreógrafo e decorador de palcos e de lojas.

Tabagisa fala vários idiomas, Português, Francês, Kikongo, Lingala. Na TV já participou de comerciais para televisão brasileira, entre os quais nova Schichariol e sobre imigrantes africanos no Brasil. A banda Tribo Bacongo Kingoma da África, está sob seu comando há vários anos, e já se apresentou em eventos étnicos no Brasil. Já se apresentou e trabalhou na Europa e no Congo: Na Rádio e TV congolesa trabalhou como ator, dublê, repórter e contador de histórias, enquanto na Europa, se apresentou como percussionista, artista plástico e culinarista.
Bantu tem muito mais do que apenas um bom traço e perspectiva  em suas telas, através delas ele conta a história de seu país. Ou seja, cada uma delas tem seu enredo. O modo de se vestir de uma mulher indica se ela é casada ou se está disponível. Os trajes indicam condição sócio-cultural dos africanos. É esta cultura que ele passa em suas obras. Retrata também filhos ilustres, como o Sul-africano Nelson Mandela, que permaneceu por 17 anos preso nas Ilhas Robinson, por discordar do apartheid.


Ele é um esportista também. Pratica luta Limbanda, tal luta é realizada entre os guerreiros das tribos africanas, além de Karatê - estilo chato-kani, sendo faixa preta neste esporte. Visite os links abaixo e saiba mais sobre o artista.

 

Vídeo:

 

 

 

Mais notícias relacionadas >

 

http://www.robsonmiguel.com.br/un_bateria.htm

http://www.qualiafro.com.br/fecap/internet/seminariopen.htm

http://www.camara.sp.gov.br/acont-imp.asp?dataimp=05/29/2006

Para contratar o artista:

Francisco Martins [55 11] 2848-3230 / 6654-4870
formasemeios@ig.com.br

www.formasemeios.blogs.sapo.pt

 

 

 

 

 

 

ISMAEL NERY

 

Nascido em Belém do Pará, em 9 de outubro de 1900, muda-se ainda criança para o Rio de Janeiro, e em 1917 matricula-se na Escola Nacional de Belas Artes.

No ano de 1920 viaja para Paris e, lá, estuda por um ano na conceituada Académie Julien. Seus traços até o ano de 1923, era nitidamente o expressionistas, com grande produção, mas que não representa ainda toda a riqueza de sua obra. Porém, a partir de 1924, assume um rigor cubista que direciona sua arte para a redução de elementos e a geometrização de formas e planos. Desenvolve o Essencialismo, um sistema filosófico baseado, segundo o amigo Murilo Mendes, na abstração do tempo e do espaço. Retorna à Paris em 1927, onde conhece o pintor Marc Chagall, que muito o impressionaria. A partir dessa época, escasseiam as pinturas e se amplia muito a sua obra gráfica, em desenhos e aquarelas. Foi uma curta existencia de vida, Ismael Nery morrera de tuberculose em 1943, mas deixa uma obra muito consistente, foi que redescoberta em 1966, quando de uma individual sua na Petite Galerie, no Rio de Janeiro.

 

 

Em 1967, o Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro também realiza exposição do pintor. Essas duas exposições geram uma releitura da sua obra, contextualizando-a no modernismo de 1920, embora Ismael Nery fosse independente do grupo modernista nunca tivesse procurado construir uma obra interpretativa da brasilidade. De lá para cá, Ismael Nery, firma-se como uma das figuras mais importantes da arte contemporânea brasileira. Nery morre em 6 de abril de 1934 - no Rio de Janeiro.

Perfil



Em 1921 ele trabalha como desenhista da Seção de Arquitetura e Topografia da antiga Diretoria do Patrimônio Nacional do Ministério da Fazenda, onde conhece o poeta Murilo Mendes. Em 1929 - Individual, no Palace Theatre, Belém (PA). Expõe em Nova York ( Estados Unidos) - The First Representative Collection of Paintings by Brazilian Artists, no International Art Center of Roerich Museum. Em 1969 - participa da 10ª Bienal Internacional de São Paulo. Recebeu exposições postumas, entre as quais: 1970 - São Paulo SP - Ismael Nery: 40 anos depois, no MAB /Faap, 1971 - São Paulo SP - Ismael Nery, no A Hebraica e Ismael Nery, na Galeria Barcinsky, Rio de Janeiro, e também em 1972 - São Paulo SP - A Semana de 22: antecedentes e conseqüências, no MASP. Já em 2000 - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento. Arte Moderna, na Fundação Bienal, São Paulo e Ismael Nery 100 Anos: a poética de um mito, no MAB / Faap, São Paulo, e no CCBB, Rio de Janeiro.

  

IBERÊ CAMARGO: UM ESBOÇO BIOGRÁFICO 


Nascido em 18 de novembro de 1914, no
Rio Grande do Sul, em Restinga Seca, filho de um agente da Estação da Viação Férrea, Adelino Alves de Camargo e Doralice Bassani de Camargo, também ferroviária. Começou a desenhar com quatro anos de idade. Sentado no chão, debaixo da mesa, passava horas a fio a rabiscar. Para aquele menino, Iberê, o seu mundo se resumia apenas em Restinga Seca e a estação da Viação Férrea do Estado, a caixa d'água; a sanga; o rancho da Buá. São permanentes lembranças e imagens como de um livro de viagem. Em 1919 ou 1920, seus pais foram removidos para Jaguari, onde viveu até a idade de 8 anos. Desse período são as lembranças dos amigos dos folguedos. Em 1922, mais uma vêz seus pais foram removidos para Canela. Lá não havia colégio, Iberê Camargo fora interno em Cacequi, depois em Santa Maria.

Já em 1927, na Escola de Artes e Ofícios, então morando com a avó Chiquinha no bairro de Itararé, começou o aprendizado de pintura. A princípio com o professor Frederico Lobe (1927), depois com o professor Salvador Parlagrecco, um pintor paisagista, um durão. O aprendizado consistia em copiar estampas tiradas de revistas. Ele não queria somente copiar, então passou a desenhá-lo marcando os contornos das luzes e das sombras. Mas foi ai que e com a rispidez de Parlagrecco que ele fêz um desenho e uma escultura, cujo aprendizado educou-lhe a mão e a visão.

Um préssagio

O espírito, o veio artístico se manifestara no menino Iberê Camargo, no fim do ano, a quase totalidade dos trabalhos expostos na escola eram de sua autoria. Destes trabalhos restam apenas um óleo e três desenhos a creiom, que foram recolhidos por seu amigo de infância Edmundo Cardoso, dentre os salvados do incêndio que consumiu o acervo da escola. "Assim vais ganhar o prêmio de viagem à Europa", disse Parlagrecco acariciando-lhe a cabeça. Manifestava pela primeira vêz o entusiasmo pelos progressos de seu aluno. Pelos trabalhos expostos, Deram-lhe um prêmio de 50 mil réis e a promessa de uma viagem ao Rio, que não se realizou.

Iberê teve de deixar a Escola de Artes e Ofícios devido a desentendimento com o professor de Letras, um marista. Trasferindo-se para o Ginásio de Santa Maria, com outros propósitos. Renunciava assim a carreira de artista. Ao abandonar o ginásio, causou uma grande tristeza ao seu pai, que queria ver-lhe um doutor. Para ele era o fim de um sonho. Por várias vezes seu abraçava-lhe e dizia com voz carregada de emoção: "Meu filho, estuda, estuda. Quero que sejas um grande homem". A partir de então, passou a viver embalado pelas promessas de um emprego na Viação Férrea, meta da maioria dos filhos de ferroviários. Segundo Iberê Camargo, um dia encontrou um andarilho, de barbas e cabelos longos, como são os personagens dos contos para criança, que, avançando para ele, tomando-lhe das mãos, começou a dizer a altos brados: "Meu filho, tu és um grande artista, o mundo falará de ti!". A tentativa de acalmá-lo só o excitva mais e fazê-lo repetir, agora, com mais veemência". Iberê Camargo faleceu em agosto de 1994.

2007/05/30 Catálogo para Iberê Camargo

 

Um catálogo raisonné - volume 1 - Gravuras, organizado pela crítica e historiadora da arte Mônica Zielinsky, para Cosac Naify apresenta gravuras maravilhosas do artista. O catálogo é um tipo peculiar de livro, é diferente da monografia, não se trata de uma interpretação crítica da obra, o interesse é descritivo e puramente documental. A partir de uma lista exaustiva de imagens comentadas com base em critérios estritos, a publicação oferece uma visão completa da obra do artista, ou de um aspecto dessa obra, com muitas ilustrações e informações detalhadas, incluindo também um texto onde a trajetória do artista é sintetizada e interpretada. No Brasil, a maior parte dos artistas importantes ainda não tem ianda um livro à altura, graças a falta de sistematização, algo que foi desenvolvido para esta publicação de Iberê Camargo, por uma equipe que levantou o acervo de trabalhos e documentos, classificou e organizou a coleção.

 

Este primeiro volume trata da produção gráfica do artista. O itinerário vai de suas primeiras experiências com a gravura no Rio de Janeiro dos anos 40 até os seus trabalhos finais, de 1994. Nessa narrativa, a autora acompanha sua trajetória técnica e artística e nos conta suas opiniões sobre a gravura. [Francisco Martins][ Publicado na versão  impressa de junho de www.jornalnovastecnicas.com.br


Livro cortesia:

Livraria Loyola - www.livrarialoyola.com.br 

Rua Senador Feijó, 120 - [11] 3242-0449 R$ 159,00

 

 
 

Almeida Júnior: apunhalado pelo primo
Pinacoteca apresenta exposição com 120 obras do pintor, um dos mais importantes artistas brasileiros do século XIX. No panorama da pintura nacional, Almeida Júnior aparece como autêntico precursor. Em sua obra, que abrange pinturas históricas, religiosas e de gênero, retratos e paisagens.  [Ao lado José  Serra, governador de São Paulo observa tela deAlmeida Júnior]

José Ferraz de Almeida Júnior nasceu em 1850, na cidade de Itu, São Paulo. Desde tenra idade demonstrara sua inclinações artísticas, e teve no Padre Miguel Correa Pacheco um primeiro incentivador, quando era sineiro da Matriz de Nossa Senhora da Candelária, em sua cidade natal. Através de uma coleta pública feita pelo padre, conseguiu dinheiro suficiente para que o futuro artista, já então com cerca de 19 anos de idade, pudesse embarcar para o Rio de Janeiro, a fim de ali estudar. Foi inscrito na Academia Imperial de Belas-Artes em 1869, tendo como professores Julio Le Chevrel e de Vítor Meireles. Seu jeito caipira divertia seus colegas na academia. Seu linguajar brejeiro-matuto e roupas roceiras surpreendia aos mais tradicionais alunos da época.

Segundo Gastão Pereira da Silva, "era o mais autêntico e genuíno representante do tradicional tipo paulista". Seu primeiro premio veio em 1874, foi a grande medalha de ouro. Ao terminar o curso, Almeida Jr, não quis concorrer ao prêmio de viagem à Europa, preferiu retornar a Itu, onde abriu ateliê, dedicando-se a fazer retratos e a lecionar desenho. Mas o destino ou o acaso fez com que um seu retrato fosse apreciado pelo Imperador Pedro II, durante uma viagem que realizou em 1875 à Província de São Paulo. Sendo ele chamado à presença do soberano que já o conhecia da Academia que lhe perguntou por que não ia aperfeiçoar-se na Europa. Pedro II, oferecendo-se logo em seguida para lhe custear uma bolsa de estudos na Europa, 1875. Já a 23 de março do ano seguinte, um decreto da Mordomia da Casa Imperial abria crédito de 300 francos mensais para que fosse estudar em Paris ou Roma. Em 4 de novembro de 1876, Almeida Júnior partiu rumo à França, e um mês depois já estava matriculado na Escola Superior de Belas Artes, em Paris, como aluno do célebre Cabanel. Residiu lá entres os de 1876 a 1882, e teria pintado 16 telas em suas andanças entre França e Itália.

No seu perído francês pintou os arredores de Paris e sobretudo as grandes composições com as quais participou dos Salons de 1880 (Derrubador Brasileiro e Remorso de Judas), 1881 (Fuga para o Egito) e 1882 (Descanso do Modelo), obras admiráveis da pintura realista de qualquer tempo ou lugar. É curioso observar que, no Derrubador Brasileiro, à falta de um. autêntico caboclo paulista, Almeida Júnior tomou como modelo um jovem italiano de nome Mariscalo.

Trágico retorno          

Voltando ao Brasil, realiza uma exposição no Rio de Janeiro, com os trabalhos realizados na França e foi sucesso de crítica. O contato com o povo do campo o fez com que os temas bíblicos começassem a ser abandonados por ele. Não lhe importava se era agraciado pelo Governo Imperial com a Ordem da Rosa em 1885, ou que Vítor Meireles, seu ex-prpfessor o convidasse par ocupar sua vaga como professor da Academia: nada irá separá-lo da província. Nada faria mudar, mesmo porque estaria
apaixonado por sua antiga noiva - já casada com outro -, Maria Laura do Amaral Gurgel, que lhe corresponde à paixão. Ela foi retratada por ele em várias ocasiões em sua carreira. Mas foram os anos de 1888 a 1898 onde nasceram-lhe as grandes composições regionalistas, que hoje lhe garantem prestígio talvez superior às pinturas realizadas na França: Caipiras Negaceando, Cozinha Caipira, Amolação Interrompida, Picando Fumo, O Violeiro. Ocorrem, ainda, paisagens de Itu, Piracicaba e Votorantim, sem citarmos os retratos.

Novas viagens foram realizadas pelo pintoa à Europa de 1891 e 1896, os dois anos finais de sua existência datam ainda alguns quadros notáveis, como Leitura (1892), exposto no Salão de 1894, A Partida da Monção, baseada em desenhos de Hercule Florence e medalha de ouro no Salão de 1898, e finalmente O Importuno e Piquenique no Pio das Pedras, expostos, com mais seis obras, no Salão de 1899, e repletos, ambos, de conotações psicológicas. Infelizmente, a vida e a carreira de Almeida Júnior foram tragicamente truncadas a 13 de novembro de 1899, cairia apunhalado, diante do Hotel Central de Piracicaba, por José de Almeida Sampaio, seu primo e marido de Maria Laura, o qual acabara de descobrir a ligação amorosa que existia entre a mulher e o pintor.  [Francisco Martins / AgênciaFM - Fotos: Milton Michida]

 

2007/04/19: Falsa Arte: gato por lebre

 

Colecionadores de arte de todo o mundo já passaram pelo dilema de duvidar da autenticidade na hora de adqüirir uma obra de arte.

Especialistas como o falecido  ex-diretor Pietro Maria Bardi, do Museu de Arte de São Paulo [MASP] já teve a desagradável surpresa, quando especilistas de um museu da Holanda afirmaram não ser verdadeiro o retrato de Rembrandt constante de seu acervo. Bardi recusou-se a acreditar no laudo dos especilaistas, e continuou a exibí-lo como se autêntico fosse. Com os aprimoramentos tecnológicos que podem precisar a idade do material, computadores com capacidade de analisar traços e levantar ser ou não falso o quadro auxilia os amantes das artes buscarem estes cuidados antes de fazer um alto investimento na aquisisção de uma escultura, um quadro ou em uma peça arqueológica.

Quanto mais antiga é a obra, mais se deve tomar cuidados na hora de adqüirí-la. Casas famosas de leilões, como Christie's e a Sotheby's, só garantem a autenticidade de uma obra se tiver sido realizada a partir de 1870, provavelmente porque além da documentação, também é mais fácil detectar a obra de cada artista. Se em relação às obras originais, por exemplo pintura ou desenho já há uma dificuldade de definir autenticidade. O problema é muito mais sério em relação à gravuras. É até muito comum circular por lojas de molduras, principalmente nas grandes cidades, gravuras atribuidas ao espanhol Salvador Dali. Volpi, devido simplicidade de muitas de suas telas permitem que sejam alvos de falsificadores. Para se livrar de obter uma obra falsificada, o mais adeqüado é procurar um "expert" e solicitar uma análise sobre peculiaridades do artista.

Já com o artista contemporâneo, este caso se simplifica pois eles se preocupam em catalogar cada obra vendida, algo que controla o destino da mesma. Uma outra sugestão quando não se compra quadros diretamente do autor é buscar informações em galerias ou com organizadores de exposições que tenham realizado trabalho com artista.

Post não é o autor


Recentemente um catálogo referente ao holandês Frans Post nega autoria de uma tela que encontra-se exposta no Museu Nacional de Belas Artes - Rio de Janeiro. Neste caso, o gato é a tela Paisagem Rural. Quem garante que o quadro não é do holandês é uma editora carioca que lançou Post, Obra Completa, e que descreve detalhadamente 150 obras atribuídas a ele, onde as confirma ou não como seu autor.

Participaram da organização do catálogo especialistas como George Gordon, diretor do Departamento de Mestres Antigos, da Sotheby's - de Londres, e Frederic J. Dupac, diretor da Casa Maurício de Nassau e Léon Krempel, curador do Museu de Arte, Munique - Alemanha. O livro recusa quarenta obras atribuídas a Post. Segundo especialistas, a referida obra distoa dos traços originais do artista pois a cópia [falsificação], apresenta traços mais leves, grossas palmeiras inclinadas e as figuras também muito diferentes das construidas por Post. Apesar da temática ser a mesma, as diferenças são óbvias. O halandês foi um dos que mais fez retratos do Brasil no século XVII, teve sua obra valorizada a partir dos anos 1990, quando começaram dizer que seu trabalho era dotado de qualidade artística. Em 1997, uma de suas telas - A Cidade e o Castelo de Frederik na Parayba, alcançou 4,5 milhões de dólares, adqüirida pelos venezuelanos Gustavo e Patrícia Cisneros.

Miudezas

Feiras de antiguidades oferecem pequenos prazeres para colecionadores devido farta oferta de objetos. É preciso redobrar os cuidados; caso esteja à procura de algo valioso e autêntico. Pois é muito mais difícil afirmar autenticidade em miudezas. Um teste infalível é tentar perfurar a peça com agulha quente. Porém, esbarra-se em duas situações: a primeira é o vendedor permitir e a segunda é estar com uma agulha. Se for marfim verdadeiro, a agulha quente não penetrará. Enquanto uma peça feita com osso ou plástico cederá facilmente. As dificuldades existem porque a própria noção de antiguidade é bastante nebulosa.

 

Guardar uma peça há vários anos não significa que estás a guardar um tesouro em casa, quando ela não passa de uma peça velha. Quando se tratam de peças de decoração - pois seu valor depende da moda -, que por sua vez gera uma procura desenfreada. Aliás, esta mania teve início em Nova Iorque, salientado em reportagem do "New York Times", onde os decoradores nova-iorquinos se utilizavam de acessórios domésticos do período art-déco. Tudo por causa da realização de uma exposição no Brooklin Museum intitulada de "The Machine Age in América" - 1941, que contribuiu para o fenômeno.

Peças africanas

Arte pré-colombiana e africana tornam-se bem mais complicado atestar sua autenticidade fora de suas regiões. Dá arrepios quando alguém mostra uma máscara Dan que cheira à falsificação, provavelmente, encontradas nos aeroportos da Costa do Marfim, achando ter comprado uma verdadeira raridade. As boas peças africanas são esculpidas artesanalmente e com requintes que nenhuma máquina consegue copiar. Ou seja, há imperfeições nas originais, e é daí que vem sua beleza. As peças mais valiosas são aquelas que datam do início do século XX produzidas apenas para rituais. Depois disso, houve um interessse meramente comercial do ocidente pela cultura africana. Não é fácil concluir que uma peça seja realmente anterior ao período. Já nas peças pré-colombianas, os principais dados a serem testados são: o eco emitido pela peça tem de ser muito sutil, e não surdo; e marca de raizes, tudo guardadas as proporções e forma, o peso deve ser leve. A arte Chimu é valiosa, mas a Mochica é ainda mais valiosa, é até comum alguém pintar uma Chimu e tentar passá-la por Mochica.

 

Com uma boa limpesa, projeção de luz ultravioleta se pode revelar adendos à pintura original. Também é comum uma peça ter apenas um caco original e todo o resto ter sido remendado, dando-lhe forma. Para os especilaistas, tanto a peça remendada quanto o caco não torna menos valiosos. O que vale é ser autêntica. Muito cuidado e boas compras. [Publicada na edição impressa de El País, Espanha, em 2007. De Francisco Martins]

 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:25  comentar

Abril 2007
D
S
T
Q
Q
S
S

1
2
3
4
5
6
7

8
9
10
11
12
13
14

15
17
18
19
20
21

22
23
24
25
26
28

29


SITES INDICADOS
Buscar
 
blogs SAPO