Revelando, imortalizando histórias e talentos
11.12.07

Sem dúvida o endereço mais famoso do mundo e dos Estados Unidos é a avenida Pennsylvania, 1600, onde localiza-se a Casa Branca, residência dos presidentes desde 1800.


Seu projeto arquitetônico foi escolhido através de uma competição em 1792, vencido pelo irlandês James Hoban. O então imigrante se inspirou nas mansões neoclássica de Dublin, sua terra natal, recebera 523 dólares de prêmio. A casa não ficou pronta para abrigar o primeiro presidente, George Washington, que deixou o governo no ano de 1797. Seu primeiro morador foi o presidente John Adams. O tratamento ou o pouco caso da fanília Adams para com as artes não pareceiam lá muito convencional, pois segundo documentos oficiais a família pendurava suas roupas para secar nas obras de artes. Em 1814, devido um incêndio causado pelos soldados ingleses, a Casa Branca passou por uma reforma e ganhou contornos ao longo do tempo. Somente em 1833 teve seu primeiro banheiro interno, e luz a gás em 1848, telefone em 1877 e luz elétrica somente em 1891. O conforto aumentou de lá para cá e, atualmente, a casa tem 32 banheiros, cerca de 100 funcionários e 413 portas. Mas foi o presidente Theodore Roosevelt - 1901 e 1909-, que deu total atenção ao lugar. Ampliou-a e instalou elevadores. Por motivos de segurança os turistas que visitam a Casa Branca têem acesso apenas aos dois primeiros andares. Os outros dois que incluem a residência da primeira-dama, e as peças de arte mais valiosas e os escritórios, são fechados à visitação pública. A segurança que já era apertada foi intensificada após o atentado de 11 de setembro de 2001.

BIBLIOTECA

Em seu acervo constam quase 2,8 mil livros de autores americanos e de outras nacionalidades. Lá políticos reúnem-se para chás e discussões de trabalho. A biblioteca é o primeiro cômodo visitado pelos turistas, e foi montada com madeira de casas e demolições do século XVIIII. O cômodo em estilo federal é uma variante americana do neoclassicismo, é bem menos formal que as demais dependências do andar.

SALA VERMEIL E SALA CHINESA

Este é o espaço preferido de quase todas primeiras-damas. Também comentam-se que ali foram tomadas decisões importantes. Em suas paredes, retratos das mais recentes mulheres dos presidentes revestem as paredes. Chamado de Golden Room - Sala Dourada-, abriga coleções de prataria, principalmente da Inglaterra do século XVIII. A Sala Chinesa foi iniciada por Woodrow Wilson, presidente de 1913 a 1921, que deu inicio ao hábito de guardar ornamentos de porcelanas e vidraçaria. Quase todos os presidentes estão representados aqui. Os objetos foram comprados ou recebidos de Imperadores chineses como lembrança em viagens àquele país.

SALA DE RECEPÇÕES DIPLOMÁTICAS

Ambiente oval e decorado com papel de parede que compõe paisagens americanas, é ali que os novos embaixadores apresentam-se ao presidente. Foi exatamente nesta sala que, em 1933, Franklin Delano Roosevelt gravou o primeiro boletim da série Fireside chats, traduzido como "conversas ao pé da lareira" com o povo americano. O programa de rádio durou de 1933 até 1944.

SALA DE MAPAS

Era nesta sala onde ficava Franklin Roosevelt durante a Segunda Guerra Mundial. Dali, ele e o primeiro-ministro inglês Wisnton Churchill sentados em suas cadeiras Chippendale mapearam o andamento da guerra. Hoje, a sala é utilizada para algo mais ameno como recepções privadas dos presidentes. Também foi desta sala, 1988, de onde o presidente Bill Clinton participou dos julgamentos referentes ao seu caso com Mônica Lewisnky, via videoconferência.

SALÃO VERDE e SALÃO LESTE

Com suas paredes revestidas de seda, retratos e cartiçais que foram da primeira-dama Dolley Madison, 1809 a 1817-, era o aposento predileto de John Kennedy. No andar acima, restrita à visitação do público, fica a sala onde foi assinado o tratado que acabou com a guerra americana contra a Espanha, em 1898. O Salão Leste guarda em sua memória atos importantes, dentre eles talvez tenha sido o mais importante ocorrido neste cômodo: a leitura da carta-renúncia do então presidente Richard Nixon em 1974, admitindo sua participação no caso Watergate. Nela, também encomtram-se sepultados os corpos de Abraham Lincoln e mais seis preseidentes que morreram em exercício da função. A sala é a maior da Casa Branca, mede 960 metros quadrados, e tem lareira de mármore que aqueceu o jantar de oficiais da Guerra Civil americana, de 1861 a 1865.

SALÃO AZUL [destaque]

Foi aqui onde Ronald Reagan recebeu em 1980 os 53 americanos reféns na embaixada dos Estados Unidos em Teerã. Em 1866, o presidente Grover Cleveland realizara seu casamento neste salão. Foi o único realizado na Casa Branca. O cômodo fica embaixo do Salão Oval, onde Clinton e Lewisnky cometeram suas infidelidades.

SALÃO VERMELHO

Nesta sala passaram muitas celebridades. Apesar de ser a menor era aqui onde a primeira-dama Dolley Madison organizava recepções. Também é fato que Mary Todd Lincoln, residente de 1861 a 1865, fez sessões espíritas com a intenção de contatar seus filhos mortos. Foi também sentados em raríssimo tapete que o presidente Ulisses Grant - 1869 a 1877, e seu general repensaram a Guerra Civil americana, usando saleiros e louças como tropa. [Francisco Martins]

Basílica de Santa Sofia - Istambul

A Basílica de Santa Sofia, Hagia Sophia foi a catedral de Constantinopla - atual Istambul, Turquia. Foi a primeira grande igreja no local.

Construída por Constantius, filho do Constantino o Grande, viria a ser destruída durante a Revolta de Nika de 532. O edifício fora reconstruído em toda sua forma atual entre os 532 - 537 sob a supervisão pessoal do imperador Justiniano I. É um dos melhores exemplos de arquitectura Bizantina existente no mundo. De grande importância artística, o seu interior foi todo decorado com mosaicos, colunas e esculturas de mármore. {Mosaico é um embutido de pequenas pedras ou de outras peças (pequenos bocados de vidro, mármore ou cerâmica) a formarem determinado desenho. Por toda Europa, o mosaico sempre foi muito nobre, e utilizado em grandes construções e é uma forma e manifestação de arte decorativa tendo-se utilizado vários tipos de materiais e aplicações ao longo dos tempos. Os arquitectos da Catedral de Santa Sofia foram Isidoro de Mileto e Antemio de Tralles, até então professores de geometria da Universidade de Constantinopla. Hagia Sophia é coberta por uma abóbada central que mede 102 pés (31 m). De fato, a sua primeira abóbada caiu após o terramoto de 7 de Maio de 558 [ aproximadamente há 1450 anos] e a sua recolocação em 563, teve um perfil mais elevado do que o original. Também teve que ser reparada após colapsos parciais adicionais, em 989 e em 1346. Durante 900 anos foi o assento do Patriarca ortodoxo de Constantinopla e um principal cenário para cerimónias imperiais. Também foi convertida numa Mesquita na Queda de Constantinopla pelos Turcos Otomanos sob o Sultão Mehmed II em 1453.

Mosaicos figurativos

Os seus ricos mosaicos figurativos foram totalmente cobertos com emplastro. Por quase 500 anos a principal mesquita de Istambul. Hagia Sophia serviu como modelo para muitas das grandes mesquitas otomanas de Constantinopla tais como Mesquita Shehzade, Mesquita Suleiman e Mesquita Rustem Pasha. Após continuar como uma mesquita durante os anos da república da Turquia, em 1934 sob Kemal Atatürk foi secularizada e voltou para o Ayasofya Museu. Não obstante, os mosaicos coloridos remanesceram emplastrados na maior parte, e o edifício deteriorou-se. Uma missão da UNESCO em 1993 à Turquia notou a queda do emplastro, revestimentos de mármore sujos, as janelas quebradas, pinturas decorativas danificadas pela humidade, e falta de manutenção na ligação da cobertura do telhado. Desde então a limpeza, a cobertura de telha e a restauração têm sido empreendidas. Os mosaicos excepcionais do soalho e da parede, cimentados desde 1453, agora são escavados gradualmente. [Francisco Martins]

 

12.12.07 Criação dos Museus

Foi a partir do século XVI e XVII com doações de coleções particulares às cidades, como os Bolonha, Crespi e os Maffei que o conceito museu moderno ocorreu.

O vocábulo "museu" tem origem grega [Mouseion] e tem vários significados como por exemplo "templo das musas" lugar onde moram as musas, local onde as pessoas se exercitavam na poesia e na música, lugar consagrado às musas, aos estudos, biblioteca, academia". Diógenes Laércio (Séc. III d. C.) registra o termo como "escola para o ensino da filosofia e biblioteca". No Séc. IV a. C. já era usado em Alexandria como local destinado à cultura das artes e das ciências. No sentido de "templo das musas", entretanto, a palavra é mais antiga. O Conselho Internacional de Museus (ICOM - International Council of Museuns) reconhece como Museu a institução que conserve e apresente coleções de objetos de caráter cultural ou científico para fins de estudo, educação e satisfação. Assim, essa denominação abrange "galerias permanentes de exposição, dependentes de bibliotecas ou de centros de documentação; os monumentos históricos, as partes de monumentos ou suas dependências, assim como os tesouros das igrejas, os locais históricos, arqueológicos e naturais, desde que abertos oficialmente à visitação pública; os jardins botânicos e zoológicos, aquários e aviários e outras instituições que apresentem espécimes vivos; os parques naturais" [§ 2º, arts. 3º e 4º do Estauto]. Há cidades, cujo valor artístico e monumental, lhes valeu o título de "cidade-museu". Há, ainda, obras-primas de pintura e escultura que não se encontram em museus, mas em igrejas.

Hábito de colecionar

O hábito de colecionar objetos variados remonta à época pré-histórica, como registram, por exemplo, os "tesouros" de conchas encontrados em sítios arqueológicos. Na antiguidade, já se encontravam coleções de objetos de arte ou de materiais raros ou preciosos, conforme referências registradas de Homero [Séc. IX a.C.] a Plutarco [Séc. I / II d.C.]. Na Grécia antiga era hábito construir-se ao lado dos templos pequenos edifícios, necessários à guarda das oferendas [troféus, esculturas e trabalhos de arte]. Na idade média, o hábito de reunir obras de arte era demonstração de prestígio para a elite feudal. Todavia, a criação do museu moderno só ocorre entre os séculos XVII e XVIII, a partir das doações de coleções particulares às cidades: doações dos Grimani a Veneza, dos Crespi a Bolonha, dos Maffei a Verona. Porém, o primeiro museu verdadeiro surge a partir da doação da coleção de John Tradescant, feita por Elias Ashmole, a Universidade de Oxford, quando é criado o Ashmole Museum - 1683. O segundo museu público foi criado em 1759, por votação do parlamento inglês, que decidiu comprar a coleção de Hans Sloane - 1660- 1753 - o que deu origem ao British Museum. O acesso, entretanto, era reservado a visitantes devidamente credenciados. No alto, G. M. Crespi (Bologna, 1665-1747), mais abaixo British Museum. [Francisco Martins]

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 19:15  comentar

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