Revelando, imortalizando histórias e talentos
11.12.07

António Mário Lopes Pereira Viegas (Santarém, 10 de Novembro de 1948 — Lisboa, 1 de Abril de 1996) foi um actor e encenador português. Fazia hoje 88 anos.
 
Unanimemente reconhecido como um dos melhores actores da sua geração, foi aluno da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa onde se inicia no teatro universitário. Frequentou o Conservatório Nacional de Teatro, em Lisboa. Estreia-se como actor profissional no Teatro Experimental de Cascais, trabalhando com Carlos Avilez. Passa pelo Teatro Universitário do Porto em 1969. Fundador de três companhias teatrais (a última das quais foi a Companhia Teatral do Chiado), interpretou peças de autores como Stadt Hamm, Raul Baal, Fernando Krapp ou Wayne Wang e encenou peças de Beckett, Eduardo De Filippo, Bergman, Tchekov, Strindberg, Pirandello, Peter Shaffer, entre outros.
 
Actor regular no cinema, participou em mais de quinze películas, entre elas O Rei das Berlengas de Artur Semedo (1978), Azul, Azul de José de Sá Caetano (1986), Repórter X de José Nascimento (1987), A Divina Comédia de Manoel de Oliveira (1991), Rosa Negra de Margarida Gil (1992) ou Sostiene Pereira de Roberto Faenza (1996), onde contracenou com Marcello Mastroianni. É ainda de salientar a sua presença nos filmes de José Fonseca e Costa, como Kilas, o Mau da Fita (1981), Sem Sombra de Pecado (1983), A Mulher do Próximo (1988) e Os Cornos de Cronos (1991).
 
Fez também televisão, popularizando-se, particularmente com duas séries de programas sobre poesia - Palavras Ditas (1984) e Palavras Vivas (1991). Trabalhou também na rádio, principalmente como divulgador de poesia e de teatro e foi colaborador regular do jornal Diário Económico, para onde escreveu artigos sobre teatro e humor. Deu-se a conhecer pelos seus recitais de poesia, gravando uma discografia com poemas de, entre outros, Fernando Pessoa, Luís de Camões, Cesário Verde, Camilo Pessanha, Jorge de Sena, Ruy Belo, Eugénio de Andrade ou ainda de autores estrangeiros (Brecht, Pablo Neruda, entre outros). Divulgou nomes como Pedro Oom ou Mário-Henrique Leiria. Viajou por inúmeros países, fazendo teatro em Moçambique, Macau, Brasil, Países Baixos ou Espanha.
 
Pela sua actividade teatral foi premiado diversas vezes pela Casa da Imprensa e pela Associação Portuguesa de Críticos. Recebeu o Prémio Garrett, como Melhor Actor, pela Secretaria de Estado da Cultura (1987), para além de distinções em Festivais de Teatro e Cinema Internacionais (1979 - Festival de Teatro de Sitges, em Espanha, com a peça D. João VI; 1978 - Festival Europeu de Cinema Humorístico da Corunha, pelo filme O Rei das Berlengas de Artur Semedo). Em 1994 é ordenado Comendador pela Ordem do Infante D. Henrique, pelo Presidente da República Mário Soares. Preocupado com a política, candidata-se em 1995, à Presidência da República Portuguesa, pela União Democrática Portuguesa. Escreveu Auto-Photo Biografia (edição do autor) em 1995 que não foi autorizado a publicar. Em 2001 foi homenageado pelo Museu Nacional do Teatro com a exposição Um Rapaz Chamado Mário Viegas.



Manifesto Anti-Dantas, um panfleto satírico da autoria de José de Almada Negreiros cujo alvo era Júlio Dantas,
declamado por
Mário Viegas



Mário Viegas - declamando um poema de Mário Cesariny

 

COLISEU: ARENA SANGRENTA


A estrutura do Coliseu continua sendo uma das mais importantes do mundo com uma história à altura, embora para a maioria essa história seja obscurecida por inverdades. Até recentemente a palavra "Coliseu" jamais tinha sido ouvida.

A palavra Coliseu evocava uma arena poeirenta e turbulenta, onde leões devoravam cristãos enquanto Nero se reclinava em pétalas de rosas, e com seu polegar indicando para baixo decretava a morte. Este é um dos equívocos na história do Coliseu, não era bem assim. Primeiro, Nero nunca ouviu se quer falar no Coliseu. A pedra fundamental só foi lançada 4 anos depois de sua morte. Poucos eruditos acreditam que um só cristão tenha sido ali martirizado. Terceiro, nem gladiadores e nem cristãos e muito menos imperadores falavam em "Coliseu". Para eles era o Anfiteatro Flávio. O nome Coliseu só lhe foi atribuído no século VIII.. O Anfiteatro Flávio foi construído pelo Imperador Vespasiano, que pertencia à família dos Flávios. Os motivos que teve para construir o maior Anfiteatro do império romano foram tão substanciais quanto a construção: poderia ser levantado sem grandes despesas por prisioneiros de guerra . Um único obstáculo insuperável tinha de ser enfrentado, Nero fizera um lago no local, a apenas algumas centenas de metros do Forum. Os engenheiros de Vespasiano conseguiram drená-lo, mas o chão continuou pantanoso, e como eles conseguiram fazê-lo suportar tanto peso dá a medida da sua capacidade profissional. Vejamos as proporções do Coliseu. O eixo mais longo é de 189 metros, e o mais curto mede 156,50 metros, a altura é de 49 metros e tem quatro andares sem contar os porões e subporões. E era tudo de sólida alvenaria. A estrutura externa e os corredores principais eram de pedra. O interior era em parte de pedra e em parte de concreto, com revestimento de tijolos. Os lugares, em número de 50.000, eram de mármore e pedra. Pouca madeira foi usada, embora o chão da arena fosse feito de tábuas para comportar os alçapões.

ARENA DA MORTE.

Os 80 arcos do andar térreo eram as entradas. Dois deles nas extremidades do eixo mais curto , eram vedados ao público. Cada um levava a um bloco especial de cadeiras - um para o imperador e seu séquito e o outro, defronte, para os embaixadores e visitantes ilustres. O resto dos lugares de primeira fila era para os senadores, pontífices e outras autoridades. Atrás ficava uma bancada de 24 filas para cavalheiros e tribunos, depois uma bancada de 16 filas para plebeus, uma de 10 filas para soldados e, no alto, uma para mulheres. Vespasiano não viveu para fazer a entrega do seu presente. As obras começaram no ano 72 da era cristã, mas nos sete anos decorridos daí até a sua morte os muros ergueram-se apenas até o terceiro andar. Seu filho e sucessor, o cruel Tito, convidou o público para as cerimônias de inauguração. Os seus "jogos", na expressão cínica da época, começaram com feras contra feras: urso contra búfalo, búfalo contra elefante, elefante contra rinoceronte. Depois, homem contra fera e, então, homem contra homem. Assim aconteceu repetidamente, de manhã à noite, durante 100 dias. No fim, Tito chorou - não se sabe se foi de exaustão, de desgosto ou por um pressentimento da morte, que ocorreu daí a um ano apenas.

QUE ESPETÁCULO DEVE TER SIDO?

O imperador trajando vestes magníficas, os diplomatas com trajes de seu país, os senadores com togas e sandálias ornamentadas. E acima deles o populus romanus, bancadas sobre bancadas. No ano 404 da era cristã, um monge chamado Telêmaco, horrorizado pulou dentro da arena e tentou separar dois duelistas. O pretor que presidia aos jogos fêz-lhes sinal para que o matassem e eles obedeceram. Mais horrorizado ficou o Imperador Honório que aboliu os duelos permanentemente. Entretanto, durante um século ainda, animais sem conta continuaram a ter morte no Coliseu. Os espectadores se tornaram tão ávidos de sangue que se ofereciam aos montes das arquibancadas para participar. Antes que toda essa carnificina terminasse, em 523, o dano era irreparável. O império dizimara para sempre uma parte considerável de sua principal fauna - os elefantes da África do Norte, os hipopótamos da Núbia, os leões da Mesopotâmia. Esses milhares de vítimas, homens e feras tinham clamado por vingança desde o tempo de Tito e foram finalmente atendidos. Em 422 um terremoto rachou os muros do Coliseu; depois, outro derrubou dois lanços inteiros de arcadas. Novos tremores em 1231 e 1255 desmoronaram muros. Parte da ruína se tornou uma pedreira pública. Parte da pedra foi queimada para fazer cal, parte foi empregada em construção. O Coliseu foi usado então como arena de touradas, depois como mercado, depósito de salitre e capela de missas negras. O século XX acelerou o declínio e as autoridades civis de Roma por muito tempo o esqueceram. Os primeiros gladiadores eram recrutados na sua maioria entre escravos, prisioneiros de guerra e criminosos condenados, embora alguns fossem libertos que procuravam fortuna, falidos que tentavam reabilitar-se ou homens de boa família que lutavam pela emoção. Os três primeiros pares de gladiadores da história romana foram contratados pelos irmãos Brutus no ano 264 a.C. como número secundário das cerimônias fúnebres em honra do pai deles. Tito Flamínio contratou 37 pares para honrar a morte de seu pai; Júlio César contratou 300 pares; e o Imperador Trajano, 5.000. (Francisco Martins)

 

 

Os 75 anos do Serviço Mundial


Em seus 75 anos de existência, o Serviço Mundial da BBC estabeleceu uma reputação associada à imparcialidade, à independência e ao equilíbrio de seu jornalismo. Em várias oportunidades, tais valores foram colocados em teste, especialmente quando os interesses do governo britânico estavam em jogo. Mas a BBC sempre conseguiu oferecer, em seu serviço internacional, um jornalismo baseado no pluralismo e na busca pela verdade.

O 75º aniversário do Serviço Mundial é uma oportunidade para relembrar momentos decisivos da história do mundo e do Brasil, em que a BBC foi uma fonte de informação essencial para ouvintes e leitores. Das guerras de Suez e do Vietnã ao 11 de Setembro, passando pela queda do Muro de Berlim e o fim da União Soviética, a história do Serviço Mundial da BBC confunde-se com a história recente do planeta.

Anos 40

Com a Segunda Guerra Mundial, o Serviço Imperial se tornou Serviço Além-Mar em novembro de 1939, quando houve uma grande expansão das transmissões internacionais. O número de funcionários aumentou de 103, em 1939, para 1.472, em 1941, colocando enorme pressão sobre a Broadcasting House. O problema foi resolvido pelos alemães. Em dezembro de 1940, uma bomba explodiu do lado de fora do prédio, provocando um incêndio que durou sete horas. Os serviços europeus então foram transferidos para Bush House, um imponente edifício no centro de Londres, que até hoje é a sede do Serviço Mundial. Na época, o prédio era o mais caro já construído no mundo, tendo custado 2 milhões de libras. Durante a guerra, o nome do prédio não podia ser mencionado por razões de segurança. Até o fim de 1940, a BBC já transmitia notícias em 34 línguas e, com o avanço da guerra, novas línguas foram sendo adicionadas, geralmente, depois que o país entrava no conflito. Quando a Alemanha foi derrotada, em 1945, a BBC já transmitia em 45 línguas e era a maior organização internacional de rádio do mundo.

 


Bangladesh
Durante a guerra, ouvir a BBC era crime
Guerra pela libertação

 
Durante os nove meses da guerra pela libertação de Bangladesh, as reportagens e análises dos correspondentes ingleses foram traduzidas e transmitidas pelo serviço bengalês da BBC. Ouvir os programas passou a ser crime, depois da proibição do Exército paquistanês.

No dia 3 de Dezembro de 1971, a Índia interveio no conflito entre o oeste do Paquistão e as guerrilhas nacionalistas bengalesas, e duas semanas depois o Exército paquistanês se rendeu ao indiano em Dhaka. A derrota do oeste do Paquistão levou à criação de Bangladesh como um país independente.

A cobertura da guerra tornou a BBC um nome conhecido e objeto de afeição por toda Bangladesh. A credibilidade da BBC hoje, no país, se deve muito às reportagens e análises de 1971, e há até um mercado chamado BBC, na cidade de Pabna, norte do país. Os bengaleses costumavam se reunir em uma casa de chá no local, para ouvir a transmissão da BBC, e um mercado cresceu em volta, ficando conhecido simplesmente como BBC Bazaar.

 
Clique aqui para ouvir trecho da transmissão do Serviço Mundial da BBC (em inglês)




Conflito no Vietnã

COnflito no Vietnã
Conflito no Vietnã

 

A confiança depositada na BBC pelos ouvintes é mostrada também nos dias finais da Guerra do Vietnã. Em março de 1975, um correspondente do jornal britânico The Guardian escreveou sobre como a BBC era encarada quase como "Deus" pelos dois lados do conflito. Segundo o jornalista, houve um grande exôdo de cidadãos e soldados do sul do Vietnã que estavam no planalto central do país, depois que a BBC confirmou os rumores de que o governo estava planejando abandonar a área.

Na ocasião, o correspondente do Guardian escreveu: "A autoridade do serviço vietnamita da BBC é difícil de compreender para aqueles que nunca visitaram o Vietnã, mas por uma série de razões os vietnamitas confiam na BBC como em nenhuma outra fonte, e eles não confiam em muita gente."

 
Clique aqui para ouvir áudio de 1972 sobre a guerra do Vietnã (em inglês)



Anistia

Em 1979, o governo do presidente João Batista Figueiredo aprovou a lei da Anistia, permitindo a exilados políticos que retornassem ao Brasil. A luta pela anistia havia começado em 1968 por meio de estudantes, jornalistas e políticos, mas depois foi encampada por outros setores populares.

As entidades lutavam por uma anistia ampla, geral e irrestrita, mas a proposta foi rejeitada pelo governo. Em Junho de 1979, o governo encaminhou seu próprio projeto ao Congresso.

A lei foi sancionada em 28 de Agosto, e no dia 31, ainda do exílio, o ex-governador de Pernambuco Miguel Arraes falou à BBC Brasil sobre sua visão para o futuro do Brasil.

 
Clique aqui para ouvir trecho da entrevista de Miguel Arraes

 

 




Queda de Saddam

Serviço Mundial acompanha de perto a Guerra do Iraque

Guerra do Iraque


 


A invasão do Iraque liderada pelos Estados Unidos começou no dia 20 de março de 2003. O serviço em inglês entrou em ação no mesmo dia. A cobertura do ataque vinha sendo planejada há meses e a rede transmitiu notícias e análises, continuamente, por mais de 220 horas. Com a ampla cobertura, a BBC foi ouvida pelos iraquianos, em árabe, pelos soldados britânicos no deserto, pelo serviço em inglês, e pelo comando das forças da coalizão, no Catar, pela BBC World TV.

Para um iraquiano em particular, ouvir a notícia de que a estátua de Saddam Hussein havia sido derrubada, em Bagdá, fez com que ele voltasse a ter uma vida normal depois de passar 21 anos escondido em uma cela, na casa de seus pais.

Jawad Amir havia sido condenado à morte pelo regime de Saddam, mas conseguiu escapar. Ele criou o esconderijo (um quarto de um metro por um metro e meio de tamanho) para onde ele levou objetos de necessidade pessoal, como escova de dentes, fogão e uma chaleira, e um rádio, onde ouvia o Serviço Mundial da BBC.

"Soube da queda do regime pelo Serviço Mundial da BBC? costumava ouvir durante a noite, até de manhã. Acredito que todas as pessoas no Iraque respiraram o ar de liberdade."

 

LEIA MAIS WWW.BBCBRASIL.COM.BR

 

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 19:19  comentar

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