Revelando, imortalizando histórias e talentos
27.8.08

Dividi o meu pastel com ele, um cãozinho muito simpático e que acabei registrando-o através de minha câmera. É o meu olhar viajante’.

 

MINAS GERAIS – 12 DE AGOSTO - Chego em casa por volta das 22h00 após um dia de tarefas realizadas. Dessa vez não foi trabalho fotográfico, e ao mesmo tempo também foi -, pois uma das tarefas estava incluso a ida ao laboratório fotográfico revelar e copiar uns filmes. Não me contento com imagens em CD’s nem em computadores. Gosto de pegar nas fotos. Não demorou 5 minutos o telefone celular tocou e logo atendi, do outro lado da linha alguém me pergunta: e aí Cardim preparado para irmos a Diamantina amanhã cedo? respondi: sim claro! meu maior compromisso é com meu trabalho. Acertamos os detalhes da viagem que ficou combinada para o dia seguinte {13} às 8 horas. Acho ótimo essas surpresas. Logo em seguida arrumei minha mochila ao som de músicas de minha preferência e fui dormir quase meia-noite. Às 6h00 da matina já estava de pé e fui fazer algumas coisas até chegar o momento da viagem. Já eram quase 9h00 e meus companheiros de trabalho chegaram, com atraso devido a imprevistos. Pedi que passássemos primeiramente na emissora de rádio (onde exerço trabalhos) para pegar meu material e fazer algumas fotos de um candidato a prefeito que seria entrevistado, pois a entrevista iria ao ar naquele momento, e posteriormente, sairia no jornal da rede Padrão de comunicação. Questão de 10 minutos já estava eu dentro do carro ao encontro de nossa viagem fotográfica.


Adoçando à vida
Em minha mochila não pode faltar balas, chocolate, doce de qualquer espécie, se falta... sinto muito. De imediato peguei 3 bombons de chocolate e ofereci para cada um dos parceiros e... pé na estrada. Partimos, de Sete Lagoas para Diamantina. Os lugares onde íamos passando estavam muito seco, inverno com jeito de verão e um sol escaldante, terra seca, porém muitos ipês amarelos dando vida e beleza aquelas paisagens ensolaradas, de céu azul e que aguçava minha vontade de fotografar. Até aí fotos só na minha imaginação que não é pequena. A viagem já durava quase 2h00 e no decorrer do caminho dezenas de ipês amarelos, roxos e brancos por toda parte, pedras que mais pareciam grandes, ou gigantes adormecidos. Não resisti e fiz meus primeiros cliques de dentro do carro mesmo. Nunca tinha visto tantos ipês amarelos, principalmente por todos os lados. Eu venho procurando um belo exemplar dessa árvore florida há mais de 10 anos, encontrei muitos. Meus colegas de trabalho sentiram vontade de almoçar, pois já passava do meio-dia. Concordamos em fazer uma parada na pequena cidade de Gouveia. Paramos e fomos fazer uma visita rápida à uma amiga da jornalista e decidimos que o almoço seria em Diamantina. Após a visita, quase na saída da cidade nos deparamos com um belo pé de ipê de um amarelo ouro que contrastava com um céu azul. Não resisti e pedi para os colegas darem uma outra parada pois teria de fotografar aquela bela árvore. Não deu outra, fotografei-o, e também fui fotografado ao lado daquele da árvore que é um símbolo brasileiro.

Diamantina –MG, a chegada
Chegamos em Diamantina por volta das 14h00 e fomos direto para o hotel cujas reservas já tínhamos feito. Descemos nossas bagagens e após instalados fomos almoçar no centro da cidade. Iniciei minha jornada fotográfica; como sempre fotografando uma igreja. Enquanto isso meus colegas se informavam sobre um restaurante para almoçarmos. Em poucos minutos estávamos em um tipicamente... sírio, isso mesmo, sírio! Uma "geladinha" para matar a sede acumulada e acompanhada de uns antepastos sírios cairia muito bem, lógico! Depois de um almoço caprichado que foi seguido e por uma sobremesa deliciosa que a jornalista sugeriu: um crepe com calda de águas de rosas, acabei provando e aprovando. Saímos do restaurante bem satisfeitos e fomos ao trabalho. Melhor, o trabalho deles começaria alí, eu já estava trabalhado há muito tempo. Seguimos em direção aos órgão de cultura e turismo, e sem perda de tempo, estava eu clicando tudo que achava interessante pelo caminho, "assunto" é o que não faltava.

Por volta dás 18h00 paramos para um lanche em uma tradicional pastelaria com seus pastéis ‘gigantes’. Pedimos um para cada – e demorou cerca de 40 minutos {já esta impaciente}, quase desistindo ... e olha que eu não estava com fome. Finalmente chegaram os pastéis. Enquanto comia um cãozinho de rua me olhava, então, dividi o meu pastel com ele. Era um cãozinho muito simpático e que acabei registrando-o através de minha câmera. É o meu olhar viajante. Saímos para dar umas voltas pela cidade, e fizemos reserva em um outro hotel pois facilitaria nossas vidas. Porém, teríamos de retornar ao hotel onde que tínhamos reservas anteriormente onde passaríamos a noite. No dia seguinte após um delicioso self-sevice cafe, fomos para o ‘novo’ hotel e dar seqüência aos nossos trabalhos., e para isso precisamos contratar os serviços de uma guia turística, grande pessoa e profissional.

Ganhando tempo.
Dentre os trabalhos realizados e a realizar-se conhecemos Dona Ambrosina, uma senhora de 90 anos que é uma lenda viva de Diamantina. Ela concordou que nos concederia uma entrevista para o dia seguinte, às 8h00 da manhã, "8 horas de 8 horas mesmo", conforme ela frisou. Às 8 horas em ponto chegamos na casa dela e fomos muito bem recebidos, e a prosa / entrevista foi ótima. Dona Ambrosina contou-nos muitas histórias emocionantes e com muito bom humor e vitalidade regadas de muitas risadas e lição de vida para todos nós e até um sorteio de um CD com músicas folclóricas e religiosas que Dona Ambrosina acabou de gravar. O jornalista foi o felizardo.

De Dona Ambrosina para a Vila Biribirí
Após quase meia-hora de viagem por estrada de terra batida chegamos ao lugar. Do alto avistava-se aquela vila lá embaixo. Pedi para parar o carro pois iria a pé e fotografando pelo caminho (uns 10 minutos), a vista parcial, o lugar , a natureza... muitos motivos para a realização de boas fotos. Ao chegar lá embaixo deparei-me com a bela arquitetura da Igreja do Sagrado Coração de Jesus, casas e a antiga fábrica de tecidos cujos o lado e frente tinha águas cristalinas, parecia um filme, e eu o ator principal (modesto eu, hein?). Tirei meu tênis e andei de pé no chão, coisa que gosto muito de fazer quando fotografo natureza.

A partida: saímos de lá gratificados
Retornamos a Diamantina para fotografar os lugares que faltavam dentre eles, a Casa de Juscelino Kubitscheck e o Passadiço. Fomos almoçar uma boa comida tipicamente mineira e dar umas voltas pela cidade pois se aproximava a hora de retornarmos para nossa cidade, Sete Lagoas, nosso trabalho estava concluído. Despedimo-nos de nossa guia e pegamos a estrada as 15 horas. Fizemos ótima viagem e chegamos em Sete Lagoas às 18h30. Graças a Deus outra viagem pelo Brasil e mais 3 cidades fotografadas para meu currículo profissional. [Relatos das viagens de Maurício Cardim, fotógrafo-expositor há 25 anos com 100 exposições no Brasil e no exterior. Saiba mais sobre o trabalho de Cardim em http://www.mauriciocardim.com.br           ou  www.fotografo.coresdobrasil.com
 

FOTO FEITA POR FRANCISCO MARTINS DE: MAURÍCIO CARDIM NO VALE DO ANHANGABAÚ, CENTRO DE SÃO PAULO.  

link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 16:00  comentar

De Laécio Portinho a 18 de Setembro de 2008 às 17:32
Gostei de ver seu trajeto durante viagens profissionais. Sucesso.

De Regina Perpétuo a 6 de Junho de 2009 às 02:10
Sua biografia sua vida é uma históiria tão forte que deveria virar um livro.

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