Revelando, imortalizando histórias e talentos
14.11.08

GIOVANNI BERTONE - DA CARROÇA À CARROCERIA

"Os Estúdios Bertone foi responsável por modelos deslumbrantes"

 
Um dos mais famosos do mundo, Giovanni Bertone iniciou sua carreira construindo carroças em Turim - Itália. Somente depois da II Guerra Mundial começou a numerar seus projetos. Além de possuir um estilo pessoal, um carrozziere deve apresentar idéias que aliem bom gosto e funcionalidade. Isso o italiano Bertone sabia fazer como ninguém. Depois de 1945, data em que passaou a assinar e numerar seus projetos, ele projetou mais de seissentos modelos de carroçaria automobilística, até os modelos recentes. Bertone teve em suas mãos os mais diversos chassis americanos, italianos, franceses, ingleses e alemães, transformando-os em verdadeiros automóveis fora de série. Nascido na cidade de Mondovi, onde trabalhou desde cedo numa oficina, consertando carros agrícolas e carroças. Aos 23 anos, foi para Turim onde permaneceu por seis anos nas oficinas ferroviárias Diatto. A partir daí começou a trabalhar por conta própria construindo carroças. Seu primeiro contato com o automobilismo ocorreu em 1921, quando lhe ofereceram um chassi Spa 9 000 Sport para encarroçar. Outras se seguiram; o número de encomendas cresceu tanto que precisou abandonar as carroças. Sua parceria com a Spa e a Lancia durou muito tempo. Porém, seu nome continuava desconhecido no mundo automotivo; no modelo, aparecia apenas a assinatura da fábrica.
 
 
O galpão onde se alojava sua oficina começa a ficar pequeno. Bertone mudara-se para uma área de 1 600 metros quadrados, ao lado da fábrica da Lancia. Ao término da II Guerra Mundial, a oficina de Bertone executava serviços para terceiros, mas, em 1934 o carroziere [carroceiro] associou-se a seu filho Giuseppe, de 20 anos, e juntos passaram a produzir seus próprios chassis. Com instalações mais amplas, iniciaram a construção de carrocerias exclusivas, fornecidas diretamente a particulares. Nesse mesmo ano, enfrentou pela primeira vez em sua carreira o julgamento do público, ao apresentar, no Salão do Automóvel de Milão, a Superaerodinâmica 900, um modelo três janelas laterais sobre chassi Fiat Ardita, seis cilindros, três lugares dianteiros juntos [como na Airflow da Chrysler], bancos tubulares, pára-brisas angulados que continuava no teto, rodas de estepe sob o capô do motor- que abrigava também os faróis.
 
 
OS PROJETOS ASSINADOS
 
 
Depois de muitos conflitos com a atividade, resolveu arriscar tudo: aumentou a área da fábrica para 8 000 metros quadrados e contratou 150 operários. As mudanças reativaram os negócios da empresa que, voltou a fabricar para terceiros. Construindo para a Fiat as 1 100 Derby nas versões spider e cupê. Fabricadas em série, essas carrocerias foram as primeiras a apresentar o logotipo Bertone. Com a mesma assinatura produziram-se simultaneamente modelos exclusivos, em poucas amostras, como a Fiat 1 400, as primeiras Lancia Aurélia, os Borgward e algumas Ferrari. Porém, foi em 7 de setembro de 1952, na corrida do lago Elkhart, Wisconsin - E.U.A. que o carroziere teve um passo importante para a afirmação do nome: a S.H.Arnolt de Chicago apresentou duas carrocerias Bertone sobre chassi MG modelo TD, uma berlineta e um cupê conversível. A partir deste dia, ele entrou logo no campo da exportação. Novos modelos seus apareciam regularmente nos salões. Em 1952, em Paris, expôs uma Lancia Aurélia e um cupê Abarth de linha aerodinâmica, com três enormes faróis. No ano seguinte, em Turim, apresentou a quinta versão da BAT " Berlineta Aerodinâmica Técnica", sobre chassi 1 900 Alfa Romeo Sprint, com faróis retráteis, vidros inclinados e grandes barbatanas traseiras. Na mesma época lançou a spider Siata V8 modelo 208 S, semelhante às Ferrari. Aos modelos exportados para os Estados Unidos acressentaram-se os MG 2 litros Arnolt-Bristol tipo 404, com carroceria soldada ao chassi.

A GIULIETA SPRINTN
 
 
O Salão de Turim de 1954, Bertone apresentou a Storm Z -250 sobre chassi Dodge modificado, que deixava entrever uma tendência à linha americana, e a BAT 7 sobre chassi Alfa Romeo 1 900 Sprint. Mas o carro que fez sucesso, no entanto, foi a esguia berlineta e a Giulieta exposta no estande da Alfa Romeo. A Giulieta Sprint foi a primeira de uma longa série, que se caracterizava pela agilidade. Estilo moderno, esportivo e aerodinâmica peculiar. Desse modelo, que recebeu o número 37 - Bertone numerou seus projetos partindo do zero, desde que reiniciou suas atividades em 1945, construíram-se mais de 40 mil exemplares, durante treze anos. Concomitantemente à Giulieta Sprint, surgiram o cupê Arnolt-Bristol - 1955, e o cupê Abarth 215 A, que encerrou a série produzida para a SH. Em 1960, somente na indústria Bertone construiram-se 31 mil unidades entre modelos spider Fiat 850, Fiat Dino, Simca 1 200 S cupê, Alfa Romeo Montreal e Lamborghini.  Essa produção tornou necessária nova mudança, dessa vez para a cidade de Grugliasco, próximo a Turim, em 1961.
 
A versão cupê 2+2 da Giulieta Sprint; o Aston Martin DB4 " jet " tiveram continuação, e eram fabricados em materiais de liga leve, expostos no Salão de Genebra em 1961. Outra atração criada pelo genial projetista italiano, uma Berlineta Ferrari 250 GT com carroceria em aço inoxidável e faróis protegidos por rede metálica. As BMW 3 200 CS cupê, a ASA Mille, o protótipo ISO Rivolta Grifo e uma berlina para a indústria japonesa Toyo Kogyo. Mas um dos projetos mais interessantes dessa época é o Testudo, baseado no Chevrolet Corvair Monza, que despertou interesse geral no Salão de Genebra em 1963, por tratar-se de um carro grã-turismo, com apenas 106 cm de altura, com santantonio incorporado, faróis totalmente retráteis e lanternas inseridas no pára-choque. O teto, inteiramente de vidro abre-se para permitir o acesso ao interior do veículo, característica comum nos projetos de Bertone. Em 1964, em Paris, foi a vez de apresentar o Canguro, de perfil ainda mais afinado e vidros colocados nos moldes metálicos - sistema usado apenas na indústria aeronáutica-, numa espécie de evolução da Giulia 1 600 Tubolare. 500 PROJETOS EM 7 ANOS Bertone levara vinte anos -1945 / 1965 para chegar ao projeto número 100- incluindo a preparação de uma carroceria para um Ford Mustang, sob encomenda da revista americana Automobile Quarterly, para ser apresentado no New York Internacional Automobile Show de 1965. No entanto, em sete anos - de 1965 a 1972 ele atingiu o número 600: com a Lancia Fulvia HF Stratos exposta no Salão de Turim em 1971, com motor Dino 2 400 cc. Dos projetos realizados no período de 1965 a 1972 citam-se a Lamborghini P 400 Miura, modelo único no gênero, lançado em Genebra em 1966; o Jaguar PiraÑa, 1967; o Carabo lançado em Paris, em 1968.
 
 

Originalísmo modelo com linhas refinadas, em forma de cunha cujas portas abrem-se como asas foi montado sobre chassi Alfa Romeo 33. O Runabout de 1969, com dois lugares, motor Autobianchi 112 alojado na traseira, o Panther, seu aerofólio ligava-se hidráulicamente às rodas, de maneira a variar a incidência de acordo com as solicitações- 1968; em 1969, no Salão de Genebra apresentou o BMW Spicub, com teto metálico retrátil; a Alfa Romeo Montreal, em 1970 e a Lamborghini Countach e o Citröen Camargue, em 1972 no Salão de Turim. Recentemente, o centro de estilo Bertone, desenvolveu em conjunto o Alfa GT, carro mostrado no Salão Internacional do Automóvel de 2004, em São Paulo - Brasil. [Francisco Martins ] #Reportagem publicada na versão impressa de revista Clássicos Automotivos, da Editora Sinal Verde,- e de www.boston.com EUA.

 

GRAND TORINO: LENDA SOBRE RODAS

A indústria norte-americana sempre produziu carros com motor de grande capacidade volumétrica.
 
 

 
Os muscle car [carros musculosos] estão no imaginário dos amantes da velocidade. Uma lenda sobre quatro rodas está de volta: O Grand Torino. Imortalizado no seriado televisivo Starsky&Hutch, nas dácadas de 70 e 80, o carro estréa na telona para delírio dos aficcionados do antigomobilismo. As aventuras do detetive Dave Starsky no " tomate vermelho " nome pelo qual o modelo com faixas brancas ficara conhecido encantou muita gente, até mesmo quem não coleciona as raridades. Das mil unidades produzidas em 1976, 9 foram utilizadas nas filmagens do longa-metragem.
 
O ÍCONE
 
Em 1968, o sedã Fairlane ganhou toques sofisticados e fora rebatizado de Fairlane Torino. Com motor V8, 302 quadrijet e câmbio automático de três marchas. No ano seguinte, com potente motor "big-block" 428 de 335 cv de potência, 45 kgmf de torque foi apresentado o modelo cobra, que ia de 0.60 em 5.5 segundos. No ano de 1970 - reestilizado-, ficando maior, mais largo e baixo.  Porém, em 1971 o Torino adqüriu identidade própria e retirou o nome Fairlane e oferecia carrocerias [hardtop e fastback] e quatro portas, e também as versões Station Wagon, conversível e da pick-up Ranchero. Logo, em 1973, o carro conseguiria notoriedade internacional devido sua aparição no seriado de TV " Starsky&Hutch. O Grand Torino tem menos de dez unidades rodando no Páis. O enorme carro V8 foi produzido de 1968 à 1976. [ Francisco Martins ]

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:03 

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