Revelando, imortalizando histórias e talentos
27.11.08

O BMW para pobre, como era chamado, foi o primeiro carro a permitir aos alemães a liberdade de viajar pelo próprio país.

No ano de 1955, vários foram os acontecimentos importantes como a volta para casa dos 9.626 prisioneiros de guerra alemães que estavam na extinta União Soviética, e até a morte de James Dean. Movidos por estes acontecimentos, os alemães passaram a sentir a necessidade de ter seu próprio veículo e a vislumbrar a sensação de liberdade de viajar por seu próprio país, eram a tônica da época. Foi pensando nisso que os 12. 911 primeiros donos do novo BMW, o primeiro para os pobres, estavam tão felizes. O Isetta era uma espécie de " motocupê " em forma de ovo, nada muito especial, e oferecia lugar somente para duas pessoas e meia, motor traseiro de 12 cv de potência e uma única porta localizada na frente, o que faz com que nenhum BMW antes ou depois seria tão inconfundível. Com esta proposta, a montadora tinha a solução ideal para o problema de mobilidade de todos os que precisavam de um veículo ágil, de baixo custo e quase sem nenhum problema para estacionar. O " motocupê ", além de suas qualidades técnicas, se destacava por seu baixo preço: 2 550 marcos alemães. Naquele ano, um trabalhador médio alemão tinha como renda semanal 90 DM. O seguro contra terceiros obrigatório era de 95 DM e os impostos do carro eram de 44 marcos por ano. "Menos do que o município cobra para você ter um cachorro", assegurava a publicidade da BMW naquela época. O fato é que o BMW Isetta fez parte do cotidiano do povo alemão até os anos 60 e era o automóvel mais querido e utilizado para as pequenas viagens, sua velocidade final era de 85 km/h.


 

 Sua chegada na Alemanha se deve a uma visita de um concessionário da BMW no Salão de Genebra, 1954 - que se encantou com o modelo e percebeu as possibilidades que ele representava para a montadora. Por sugestão deste representante, a empresa alemã comprou a licença Isetta do fabricante italiano. Isso para que pudesse ser iniciada sua fabricação na Alemanha; aperfeiçoou a transmissão, substituiu o motor por outros monociclíndrico já reconhecido por seu bom rendimento em motocicletas, deu um novo visual à carroceria e no período de um ano fez o lançmento oficial do automóvel no mercado alemão. Vendido nos Estados Unidos e na Europa, o pequeno veículo, não só conquistara o mercado interno como também o externo. Mostrando que necessáriamente tamanho não é documento, o veículo chegou a posar inclusive junto com o mais popular cantor de época, Elvis Presley. Passado todo o sucesso do lançamento em 1955, no ano seguinte viu sua " família " ser ampliada, além do Isetta com motor 250 cc, foi construída uma nova versão de 300 cc e 13 cv de potência. Além disso, oferecia uma série de equipamentos opcionais, dentre eles, teto removível e volante do lado direito.

O último Isetta fabricado

No ano de 1962, o " ovomóve l" - como fora apelidado carinhosamente, com o último Isetta fabricado, chega o fim de uma era mas não o fim de uma história. Esse modelo de 1962 tornou-se o de maior êxito em sua categoria na Alemanha. Para se ter uma idéia, em 1957, o ano de seu maior sucesso, a marca chegou a vender 40 000 unidades, a partir daí começou o seu declínio, o mercado começa a necessitar de carros pequenos, mas com capacidade para quatro pessoas, em substituição aos microcarros. A BMW não quis ficar atrás e lança o Isetta 600 com motor de 2 cc tipo Boxer. Porém, os tempos eram outros e os modelos já não emplacavam do mesmo modo que nos anos anteriores. Até que em 1962 a produção do BMW Isetta chegou ao fim, mas alcança à marca de 161. 728 veículos vendidos em todo o mundo. Assim, dava asas aos colecionadores e aficcionados pela história do antigomobilismo que jamais o esqueceram.


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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:03  comentar

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