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2.12.08

Tecido de algodão: o início em São Paulo

 
O início da indústria do tecido de algodão em São Paulo se deu primeiramente em maio de 1813, quando o Príncipe Regente D. João, através de carta régia nomeou o mestre-tecelão português Tomaz Rodrigues que instruísse os tecelões a manufatura de algodão. Mas, foi a fábrica São Luiz que deu o pontapé na indústria.

Em junho de 1813, Tomaz Rodrigues chega a São Paulo trazendo 16 pares de cordas de cardar algodão, 9 rocas, 10 pontas de lançadeiras, 18 carrinhos de latão torneados para as lançadeiras, 200 cordas de erva, 9 libras de cordas de linho para a armação dos teares e 12 escovas. Sob tutela da Real Junta do Comércio, auxiliado financeiramente por João Marcos Vieira, Tomaz montou os teares e dando início o seu trabalho de mestre-tecelão. O investimento não obteve sucesso na primeira montagem. Pressionado, Tomaz Rodrigues, em maio de 1820 apresentou-se a El-Rei os motivos pelos quais a fábrica não havia prosperado. Recebendo tais informações El-Rei ordena que Oyenhaussen, capitão-geral governador de São Paulo a mantenha sob olhares especiais e dê as devidas providências para que não se feche a fábrica. De nada adiantaria o interesse, nem as providências dadas por Oyenhaussen, a fábrica fecharia suas portas. O motivo principal do fechamento da fábrica, além da qualidade rudimentar dos aparelhos trazidos por Tomaz Rodrigues, que eram movidos a braço e produziam um tecido de baixa qualidade.

São Luiz
Mais tarde, em 1852, o Comendador Manuel Lopes de Oliveira funda em Sorocaba, interior paulista, uma pequenina fábrica de tecidos de algodão, e funcionaria por pouco tempo, até 12 de janeiro de 1854. Dessa vez foi a falta de pessoal capacitado os motivos do fechamento. No ano de 1869, na cidade de Itu, interior paulista, foi inaugurada a Fábrica São Luiz, apontada por muitos como sendo essa, a primeira fábrica de tecidos do país. Pois desde sua inauguração sempre funcionou sem interrupção, sempre procurando se desenvolver cada vez mais. Seus fundadores, coronel Luiz Antônio de Anhaia, principal organizador, Antônio Paes de Barros [Barão de Piracicaba], Ângelo Custódio de Moraes, José Manuel de Mesquita e Antonino Carlos de Camargo Teixeira. O capital da fábrica era de 60 contos de réis e logo seria elevado para 100 contos.

Com o desenvolvimento da fábrica São Luiz, enviou aos Estados Unidos da América, o engenheiro Guilherme Pultney Ralston, com a finalidade de adquirir maquinário perfeito. A compra dos modernos equipamentos e mão de obra especializada desembarcaram no porto de Santos, e coincidira com o término da sede da fábrica, em setembro de 1869, que a consolidaria como a primeira fábrica de algodão de São Paulo, dando-se oficialmente como inauguração em novembro de 1869. Com 24 teares acionados por um vapor de 30 cavalos, fiação com mais de 1.000 fusos, esses 24 teares foram os primeiros passos para o desenvolvimento da indústria no estado, e funcionava em edifício com 26 metros. Sua última diretoria constava Sérvulo Pacheco e Silva, João B. de Matos Pacheco e João Fratini Doles. [Francisco Martins – agenciafm@gmail.com ]
 
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 17:08  comentar

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