Revelando, imortalizando histórias e talentos
10.1.09

 

2009 será comemorado o centenário da morte do autor de 'Os Sertões'

 
 
Volume atualizado de seus livros e exposições marcarão o centenário da morte de Euclides da Cunha, assassinado em nome da honra pelo tenente Dilermando de Assis.
 

Centenário de morte de Euclides da Cunha promete ser um evento literário muito bem comemorado. O autor de clássicos como 'Os Sertões' foi morto em 15 de agosto de 1909 pelo tenente Dilermando de Assis. Cunha, além de escritor era engenheiro, sociólogo, historiador e repórter de o Estadão [jornal O Estado de São Paulo]. Em nome de sua honra ele entrou na casa do militar, Dilermando, disposto a matar ou morrer, uma vez que sua mulher Ana de Assis o abandonara pelo tenente, que alvejou Euclides da Cunha primeiro.

Sem dúvida o literato será o principal homenageado de 2009 pela Academia Brasileira de Letras, segundo informou seu presidente Cícero Sandroni, que aproveitou para dizer" A ABL dedicará grande parte de sua programação de 2009 à escrita de Euclides da Cunha'. Ciclos de palestras, visitas guiadas, novas edições tudo para exaltar um dos maiores escritores do País, cuja principal obra "Os Sertões", é um marco na literatura do Brasil. Não menos importante é também sua outra obra 'À Margem da História' publicado meses depois do assassinato do escritor. Nessa obra inclui os melhores textos que já foram escritos sobre o País e a Amazônia. O escritor nasceu em 1866 e morreu em 1909.
 
 
 
Perfil
Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha nasceu em Cantagalo, RJ, dia 20 de janeiro de 1866. Eescritor, professor, sociólogo, repórter jornalístico e engenheiro, tendo se tornado famoso internacionalmente por sua obra-prima, “Os Sertões”, que retrata a Guerra dos Canudos. 1874 – Inicia os estudos no Instituto Colegial Fidelense.
 
1877 – Estuda no Colégio Bahia, em Salvador (BA), durante um breve período em que morou naquela cidade, na casa de sua avó paterna. Em 1879, Muda-se para a cidade do Rio de Janeiro (RJ), e estuda no Colégio Anglo-Americano.
1885 - Ingressa na Escola Politécnica para cursar Engenharia. Freqüenta somente por um ano, pois é obrigado a desistir por motivos financeiros.
1886 – Matricula-se na Escola Militar da Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, no curso de Estado-maior e Engenharia Militar da Escola Militar, medida adotada porque a Escola pagava soldo e fornecia alojamento e comida.  Tinha, entre seus colegas, Cândido Rondon, Lauro Müller, Alberto Rangel e Tasso Fragoso.
1888 – Sua matrícula na Escola Militar da Praia Vermelha é trancada, face ao ato de protesto durante uma visita do Ministro da Guerra, conselheiro Tomas Coelho, do último gabinete conservador da monarquia. 1892 - Conclui o curso na Escola Superior de Guerra e é promovido a tenente, seu último posto na carreira.
 
 
1897 – Volta a colaborar no jornal “O Estado de São Paulo”. Cobre a 4ª Expedição contra Canudos, como correspondente daquele jornal. Em seus artigos, afirma sua certeza na vitória do governo sobre os conselheristas. O presidente Prudente de Morais o nomeia adido do estado-maior do ministro da Guerra, marechal Carlos Machado de Bittencourt. Torna-se sócio correspondente do Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo.
 
1898 – Reassume seu cargo na Superintendência de Obras Públicas de São Paulo. Publica, em “O Estado”, o “Excerto de um livro inédito”, trechos de “Os sertões”, em que defende a tese de que o sertanejo é um forte, cuja energia contrasta com a debilidade dos “mestiços” do litoral.
 
1901 – É nomeado chefe do 5º Distrito de Obras Públicas, com sede em São Carlos do Pinhal (SP), onde conclui “Os sertões”.
 
 
1905 - Realiza viagem heróica pelo Rio Purus, na Amazônia, chefiando missão oficial do Ministério das Relações Exteriores. Percorre cerca de 6.400 quilômetros de navegação, alguns trechos inclusive a pé. A comissão chega à foz do rio Purus em 09/04. De volta, redige, com o comissário peruano, o relatório da expedição.
 
 
1907 – Publica “Contrastes e confrontos”, pela editora Livraria Chardron, do Porto (Portugal). Nasce Luís Ribeiro da Cunha, registrado como seu filho, mas que irá adotar, já adulto, o sobrenome Assis, de seu pai biológico Dilermando. Profere, com grande sucesso, no Centro Acadêmico 11 de Agosto, da Faculdade de Direito de São Paulo, a conferência “Castro Alves e seu tempo”.1908 – Escreve o prefácio do livro “Poemas e canções”, de Vicente de Carvalho. Em “Antes dos versos”, expõe sua concepção da poesia moderna. Publica no “Jornal do Commércio”, a crônica “A última visita”, sobre a inesperada homenagem de um anônimo estudante a Machado de Assis em seu leito de morte.
 

Leia mais em www.casaeuclidiana.org.br

 

 

 
A mostra dá início as comemorações aos 100 anos de Burle Marx e apresenta importantes feitos do paisagista como o jardim para a avenida da Praia de Copacabana, Rio de Janeiro, realizado em 1970, jóias e pinturas entre outros.

Exposição está abrigada no Paço Imperial, RJ, e faz parte das celebrações do centenário de nascimento do paulistano Roberto Burle Marx. Arquiteto, pintor é considerado o principal nome do paisagismo no Brasil e um dos melhores no mundo. Em sua carreira projetou cerca de 3.000 jardins. Com curadoria de Lauro Cavalcanti a mostra tem 335 itens abrangentes às diversas atividades exercidas pelo arquiteto, entre as quais pintura, design de jóias, ceramista, autor de cenários e tapeceiro entre outras. Mas foi ao utilizar a vegetação como principal elemento que Burle Marx se tornaria conhecido em grande parte do mundo. No ano de 1991, recebeu uma exposição de paisagismo no Museu de Arte Moderna de Nova Iorque. Também foi responsável por projetos em Belo Horizonte, o aeroporto da Pampulha, Eixo Monumental de Brasília e o Museu de Arte Moderna e a orla de Copacabana, ambos no Rio de Janeiro. É de sua autoria, também, o paisagismo do Parque do Ibirapuera, São Paulo, que ficou incompleto. Realizou outras obras em 17 países como Venezuela e Malásia.

Perfil

Nasceu em São Paulo, a 4 de agosto de 1909, passando a residir no Rio de Janeiro a partir de 1913. De 1928 a 1929 estudou pintura na Alemanha, tendo sido freqüentador assíduo do Jardim Botânico de Berlim, lá descobriu, em suas estufas, a flora brasileira. Seu primeiro projeto paisagístico foi para a arquitetura de Lúcio Costa e Gregori Warchavchik, em 1932, passando a dedicar-se ao paisagismo, paralelamente à pintura e ao desenho.Em 1949, com a compra de um sítio de 365.000 m2, em Barra de Guaratiba, Rio de Janeiro {Estrada Burle Marx 2019 - 0xx21 2410 1412 }, onde organizou uma grande coleção de plantas. Em 1985 doou esse Sítio, com todo o seu acervo, à extinta Fundação Nacional Pró Memória, atual Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional { IPHAN}. Em 1955 fundou a empresa Burle Marx & Cia Ltda., pela qual passou a elaborar projetos de paisagismo, execução e manutenção de jardins residenciais e públicos. De 1965 até seu falecimento, ele contou com a colaboração do arquiteto Haruyoshi Ono. Roberto Burle Marx morreu no dia 4 de junho de 1994, no Rio de Janeiro, aos 84 anos.

Serviço
Exposição "A Permanência do Instável"
Paço Imperial - pça. XV de Novembro, 48, Rio de Janeiro
0xx21 / 2533-4407
Até 22 de março de 2009
Grátis

 

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 21:12  comentar

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