Revelando, imortalizando histórias e talentos
7.4.09
 
Talvez Fernand Léger não seja bem um mestre do modernismo mas é inegável a qualidade pictórica em algumas obras do francês para o mundo das artes, até mesmo a fase do ‘tubismo’ merece uma olhadela generosa.
 

O pintor francês nunca esteve no Brasil e é um dos poucos modernista de renome internacional que travou estreita relação com pintores brasileiros. Na mostra "Relações e Amizades Brasileiras" ficam evidenciadas essas situações pessoais com os modernistas brasileiros como Tarsila do Amaral e Oswald de Andrade; com estes dois talvez um vínculo mais acentuado devido as famosas feijoadas oferecidas quando moravam em Paris, no período de 1923. O casal de brasileiros foram apresentados pelo poeta Blaise Cendrars à alta intelectualidade parisiense, entre eles Léger.

A exposição apresenta um seleto conjunto de obras do artista francês realizadas entre as décadas de 1920 e 1950. A mostra contextualiza sua arte à cena brasileira e aponta os fortes nexos estabelecidos entre Léger e Tarsila do Amaral - a que mais se contaminou com a estética e idéia do francês. Porém, um dos maiores nomes da arte brasileira, Maria Martins, também bebeu na fonte nos anos 30. Atribui-se a participação de Léger com grande destaque em três Bienais de São Paulo à indicação da escultora brasileira, amante do também francês Marcel Duchamps.

Através desse relacionamento artístico Tarsila do Amaral adquiriu e incentivou a alta sociedade brasileira a comprar as obras de Fernand Léger. A própria Tarsila comprou a tela "Xícara de Chá", de 1921, que se encontra na mostra. "Charlote Cubista" uma colagem em madeira com quatro exemplares inspirada no ator e diretor norte-americano Charles Chaplin, que a utilizou no seu filme Ballet Mécanique {balé mecânico}, de 1924, consta na exposição, assim como "Composição Dom Aloés" e "O Vaso Azul" que estiveram na mostra do MAM, 1949, e na primeira Bienal de São Paulo, em 1951,respectivamente.
 
Na Terceira Bienal, em 1955, foi apresentado uma retrospectiva sobre Fernand Léger {1881-1955}, que fora agraciado também com o Grande Prêmio de Pintura. Fechando o ciclo de grandes telas do pintor em exposição no Brasil " Acrobatas em Cinza" pintada entre 1922 e 1944. [Obra Três Irmãs] {Mais: EDITORIAS: artes plásticas

Fernand Léger
Pinacoteca do Estado
Praça da Luz, 02 - Luz
Ter. à dom das 10h00 às 18h00
[11 / 3324-1000
De 04/04 à 07/06
Sáb - grátis
 

MAM: mostra sobre design

 


Vassoura, cadeira, sandálias e luminárias são trunfos da mostra sobre design nacional que cresceu com a geopolítica cultural.

Exposição proporciona uma viagem por uma das fases mais produtivas do design brasileiro. Peças produzidas por 95 nomes da área ocupam espaços de um dos principais museus da Cidade, o Museu de Arte Moderna {MAM} onde diversas etapas e facetas do design brasileiro são abordados. Nomes contemporâneos como os irmãos Campana ficam lado a lado com veteranos designer como Sérgio Rodrigues, 81, e sua imortal criação a cadeira 'Mole', 1961, e o também premiado Fernando Prado com a luminária 'Bossa', os ladrilhos hidráulicos de João Grillo em cores variadas que podem ser customizados e a prosaica vassoura Noviça, que está no centro da mostra.
Nomes emergentes participam da mostra " Design Brasileiro Hoje:Fronteiras" entre eles o mineiro Eduardo Recife, o estúdio paulistano Lobo, que terá sua arte projetada nas minisséries "Capitu" e Pedra do Reino" do diretor Luiz Fernando Carvalho. Até os anos 1980 o Brasil era considerado um país periférico e ninguém dava nada pelo design tupiniquim. Com as mudanças e o implemento da geopolítica cultural tudo mudou. Há um grande interesse pela produção dos designers brasileiros.
O design brasileiro antes mesmo da onda de sustentabilidade e uso ecológico de materiais já se preocupava com o tema. O convite impresso em folha seca cuja inscrições foram feitas a laser por Fred Gelli, causou sensação no 55* Festival de Publicidade de Cannes, França. Outra preocupação com o Meio Ambiente é catálogo da exposição de Frans Krajcberg relizada em 2008 em São Paulo. Mostra tem curadoria da competente Adélia Borges.

Design Brasileiro Hoje:Fronteiras
MAM - Pq Ibirapuera, portão 3
Ter. a dom., das 10h00 às 18h00
R$ 5,50 - Dom. grátis
{11} 5085-1300
De 8/4 a 28/6
 

Galeria Leme - SP

 
O britânico Neil Hamon e o peruano Esteban Igartua expõem na Galeria Leme, e retratam o lado grotesco do passado.
 

A exposição do britânico tem como tema perdas, e em madeira entalhada ele recria a imagem de Jesus Cristo ressuscitado onde os ossos aparecem carcomido e as entranhas à mostra. Ao lado da imagem, uma cesta cheia de peixes e um braço decepado segurando uma tocha acesa, uma clara referência ao cartão posta norte-americano, estátua da Liberdade. Outra referência do britânico Neil Hamon, 33, são cadáveres desmembrados, uma homenagem ao francês Théodore Géricault, artista do período romântico.

Já a participação do peruano Igartua, mistura suas visitas quase infernais a um lugar onde o mundo não está no começo e muito menos no seu final. Personagens hilariantes e bizarros mostram uma angustia contemporânea impar que desembocam em pintores clássicos como Goya e Bosch. Em resumo, os dois artistas se utilizam praticamente da mesma forma para apresentarem as suas criações. [Em destaque obra de Neil Hamon]

Galeria Leme
Rua Agostinho Cantu, 88
Seg. a Sex., das 10 às 19h
Sáb. das 11h às 17h
De 8/4 a 9/5
Entrada franca
[11] 3814-8184
 

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 18:08 

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