Revelando, imortalizando histórias e talentos
11.4.09

“Eram duas caveiras que se amavam”

Projeto do anatomista alemão ‘Body Worlds’ está sendo exibido em Berlim e prometido para países e gera mais polêmica. Dessa vez ele simula cena de sexo entre dois cadáveres.
 

O alemão é um renomado anatomista mas se tornou mais conhecido pelo uso de cadáveres como concepção de obras de arte. Von Hagen volta a polemizar ao inaugurar em Berlim mais uma mostra sobre os estágios da vida humana, na qual inclui uma cena de sexo entre os cadáveres. A exposição é composta por mais de 200 cadáveres, que foram controvertido ao processo de conservação desenvolvido pelo próprio anatomista que define o método como "plastinação" inventado por ele nos anos 70. "O Ciclo da Vida" mostra os estágios da vida humana, desde o nascimento à velhice. Para isso ele usa cadáveres de recém-nascidos, pessoas idosas e adultos.


Posições


Na exposição, os corpos são colocados em posições de modo a reproduzirem cenas de das atividades humanas: alguns tocam instrumentos e outros praticam esportes como salto em altura. O ponto polêmico da exposição é a cena em que corpos masculino e feminino simulam uma cena de sexo que despertou críticas ferozes da chanceler ao professor de Teologia Rainer-Kamplig. “E uma falta de gosto repulsiva" e disse que "torce" para que o público boicote a exposição, declarou Ângela Merkel. "A Igreja Católica tem sido uma das maiores críticas das exposições realizadas pelo médico, que já passaram por diversos países. Mas, Von Hagen rebate as críticas "Morte e sexo são temas tabus. Eu coloco os dois juntos. A morte faz parte da vida, e sem sexo a vida não existe. Quanto ao casal de caveiras, Von Hagen diz que o homem tinha 51 anos e a mulher 58. “Não se conheciam em vida”, afirma o anatomista. Oito anos depois, a mostra volta à Alemanha, e fica em cartaz em Berlim até 30 de agosto. (Foto: Gunther von Hagens, Institut für Plastination, Heidelberg).Mais>
http://www.bodyworlds.com/en.html

Londres/ Inglaterra: até 24/ 09
Tampa /Flórida [EUA] até 14/06
San Diego/ Califórnia [EUA] até 4/10
Haifa/ Israel até 13/09
 
 
 
A artista Suíça Mira Schendel e o argentino León Ferrari ocupam cinco salas de um dos mais conceituados museus do mundo, o MoMA, em Nova Iorque.


NOVA IORQUE, 7/4 - A mostra é formada por peças pertencentes a colecionadores e pela primeira vez são vistas pelo público norte-americano. "Tangled Alphabets" {alfabetos cruzados} , é uma boa retrospectiva apresentada no MoMA com obras dos artistas Mira Schendle [1919-1988], nascida na Suíça que adotou o Brasil para viver, e o argentino León Ferrari, 89, e expõe paralelos e foco na linguagem entre as obras de ambos. A exposição com 200 peças atraiu colecionadores de peso como Estrelita Brodsky e Patty Cisneros além de mais de 1.400 visitantes somente na estreia. Para a financiadora de arte latina do museu Estrellita Cisneros, o MoMA recebe em dias normais mais de 10 mil visitas, portanto, foi uma boa repercussão o contingente de abertura da mostra. [Acima, "Aermão da Montanha" de Ferrari]

Paralelos

Entre as obras da Suíça que adotou o Brasil para viver, encontram-se o cordel de papéis japoneses realizado em 1965, e fica logo na entrada à direita, na primeira sala da exposição. Logo à esquerda, está uma escultura do astronauta Russo Yuri Gágarin, feita com fios de metal criada pelo argentino Ferrari. Os trabalhos seguem em ordem cronológica, o que sugere um diálogo e os pontos de similaridades entre os dois artistas. Isso fica mais evidente na sala central que reúne obras onde a escrita é explorada, seja nas incursões em busca de criação de um alfabeto novo ou no manuseio da palavra.

A série " Letras circunscritas" de Mira Schendle e a série "Códigos" de León Ferrari todas feitas em 1970 reforçam as similaridades. Várias outras peças dos artistas evidenciam tal paralelos entre seus trabalhos que causa uma certa dificuldade em se saber qual dos dois era o autor. A referência e o protesto religioso é outro elo entre as temáticas recorrente aos dois artistas plásticos como " Ondas Paradas de Probabilidades", de Mira Schendle, de 1969. "Juízo Final, " uma colagem feita pelo artista argentino em 1994, que foi colocada ao fundo de uma gaiola de pombos toda coberta com excrementos. Segundo Ferrari se trata de uma releitura para a obra homônima de Michelangelo na Capela Sistina. Na sala do sexto andar estão expostos cerâmica, instalações, esculturas, pinturas e desenhos trazidos de coleções públicas e privadas de Bueno Aires, São Paulo, Londres e EUA. Algumas pertencem ao próprio museu.

A exposição permanecerá em cartaz até 15/06
 

Exposição: "Epopeia Londrina"

 
Longe do glamour e regalias que São Paulo [Brasil ] oferece, Maria Bonomi mostra um recorte de sua vida artística em Londres.

Exposição da Artista plástica italiana radicada no Brasil Maria Bonomi está programada para estrear dia 5/5 será a sua primeira individual em Londres. Apesar dela não ser uma primadona das artes plásticas, merecia mais do que um cubículo que chamam de Galeria 32, um anexo na Embaixada Brasileira em Londres. A passagem leva ao coração da capital inglesa, West Side, porém nada se for comparado aos espaços suntuosos cedidos para a artista como Pinacoteca do Estado de São Paulo, museus e galerias finas dos Jardins paulistanos e esculturas públicas nos melhores bairros da cidade de São Paulo.

A mostra é um bom recorte com 32 peças da escultora italiana com sua produção mais significativa. Obras que colaboraram para definir sua trajetória como 'Tropicália' ' Love Layers' , 'Tetraz' ao lado da xilogravura inédita 'Transformed' com dois metros de altura, são destaques da exposição. Quatro vídeos assinados por Walter Silveira tentam mostrar aos europeus quem é Maria Bonomi. [Obra: gravura peregrina]
 
 
EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 22:56  comentar

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