Revelando, imortalizando histórias e talentos
7.7.09

 

“Viagem por uma São Paulo Alemã”,

 

Exposição itinerante comemora os 180 anos da imigração alemã em São Paulo, e suas influências na cidade como arquitetônica da igreja da Sé.



Mostra comemora os 180 anos da imigração alemã no estado de São Paulo, uma parceria entre no Club Transatlântico e o Instituto Martius-Staden. “Viagem por uma São Paulo Alemã”, conta história sobre a chegada dos colonos, as primeiras ocupações dos alemães, e também os empreendimentos que desenvolveram nos primeiros anos. Também serão mostrados os aspectos relacionados à Revolução de 24 e à Primeira Guerra Mundial, e como afetaram o dia-a-dia dos alemães e como se disseminaram por outros municípios do estado.


A mostra é fruto de uma pesquisa no arquivo do Instituto Martius-Staden, com um apanhado de biográfico em aproximadamente 91 mil pessoas de instituições e pessoas ligadas a instituições alemãs. Os dados dão conta de passagens curiosas, principalmente quanto a dinâmica da vida na Cidade de São Paulo, com a chegada dos novos moradores. Com seu dinamismo, os alemães impulsionaram escolas, instituições, hospitais e até cemitérios. Por exemplo o Instituto Martius-Staden, foi fundado em 1916, como uma associação de professores alemães, o Deutsche Schule {Colégio Alemão}.

A pesquisa realça algumas contribuições dos alemães à cidade como na construção e arquitetura, por exemplo os projeto arquitetônico do Viaduto do Chá e da Catedral da Sé; os bondes puxados por animais de São Paulo ao bairro de Santo Amaro e aponte do Carmo, a primeira no Rio Tamanduatei e em Santana, no rio Tietê. Na parte industrial, a cervejaria Antarctica e a primeira loja de departamento na Cidade de São Paulo, a Casa Alemã. Na ocasião, foi apresentado um selo comemorativo oficial dos Correios São Paulo-Alemanha: 180 anos em Grajaú, foi entregue oficialmente um Calçadão Cultural à comunidade.

A mostra é itinerante e deverá percorrer vários locais em São Paulo, por exemplo colégios, Humboldt,Imperatriz Leopoldina e Porto Seguro, o Memorial do Imigrante e igrejas. Também será levada a outros municípios. {Foto igreja da Sé por Maurício Cardim}{foto comemoração
http://www.vereadorgoulart.com.br/


Rua José Guerra, 130 Chácara Santo Antônio
São Paulo SP Tel.: (11) 2133 8600 Fax: (11) 2133 8697.

http://www.clubtransatlantico.com.br/
Entrada é franca de segunda a sexta, das 9h00 às 22h00.

 

 

 
”Fotografias Achadas, Perdidas e Construídas”
 
 
Pensam que eu ganho um dinheirão, mas ganho um dinheirinho”,diz André Carneiro revelando um misto de humor e tristeza”.

 

 

 

A exposição reúne 15 fotografias de André Carneiro, um autor multimedia que registrou imagens notáveis, que mostram o seu olhar perspicaz e subjetivo. É um dos pioneiros da fotografia moderna brasileira, Carneiro traz fotos em preto e branco, e coloridas, que valorizam os detalhes e o conjunto.
André Carneiro, 87, é um nome essencial na produção literária de ficção científica do Brasil, autor de Confissões do Inexplicável , 2007, e Amorquia ,1991, André Carneiro nunca teve preocupação em divulgar os negativos que guardava em seu acervo. Todos separados em caixas e etiquetados. Sua atuação como fotógrafo está exposta pela primeira vez em São Paulo em novo espaço cultural chamado de Pantemporâneo.

”Fotografias Achadas, Perdidas e Construídas” faz um resumo dos 58 anos de um lado de Carneiro pouco divulgado, praticamente esquecido. Segundo Carneiro “não por um desejo consciente, mas por não se considerar profissional ou por ter focado com demasiada paixão em suas outras produções”. Algumas das imagens foram consideradas essenciais para a formação da fotografia modernista. Uma delas é Trilhos, de 1951, em que Carneiro observa, do alto, uma sequência vazia de linhas de bondes curvas e brilhantes, ornada por alguns poucos pedestres. André observa passantes em preto e branco ou registra coloridos nus que, posteriormente, recorta para fazer montagens.

O fotógrafo é da geração de 45, quando a fotografia artística era considerada uma arte de segunda ou apenas documentária. Mas ela transformou a criação estética do artista na época. Depois de mais de 60 anos de carreira, Carneiro sabe que seu nome, seja como escritor, poeta ou fotógrafo, é pouco conhecido. “Não sou muito lido, não. Faço com total dedicação toda arte, mas a consequencia disso é a pobreza. Pensam que eu ganho um dinheirão, mas ganho um dinheirinho”, diz, transparecendo um misto de humor e tristeza. Até hoje ele diz tem um pouco de receio de se declarar artista, escritor, poeta ou fotógrafo. “A gozação declina para a desvalorização, um ataque sutil à posição do intelectual”, diz. Atualmente, tem cerca de 10% de visão e, em razão do problema, pouco fotografa. Realiza, entretanto, alguns autorretratos e quadros abstratos com base de vidro.

 


Fotografias de André Carneiro
Horário: De seg a sáb, das 10h às 18h -

 

Gratuito - até 15/08

Local: Pantemporâneo

Av. Nove de Julho - 3.653 Jardim Paulista

Fone: 3018-2230

 

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 00:11  comentar

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