Jacques Klein: Sonata do Adeus
A história do pianista mais famoso do Brasil é conhecida: nascido no Ceará, recebeu uma educação musical rotineira, o suficiente para não gostar da música. Só mais tarde indo ao cinema por acaso ouviu como música de fundo o concerto número 2 de Rachmaninov. E aí largou tudo, voltou a estudar piano. Jacques foi estudar em Viena - Austria, e após dois anos de estudos ganhou o primeiro prêmio do Concurso Internacional de Genebra. Porém, Jacques sentia um forte apelo pelas formas populares de expresão musical como o jazz. Luiz Gonzaga: rei do baião
Luiz Gonzaga do Nascimento nasceu em 13 de dezembro de 1912 na fazenda Caiçara, no sopé da Serra de Araripe, sertão pernambucano.Ficou conhecido como o ‘rei do baião’. Durante sua carreira fez uma homenagem ao seu ‘torrão natal’ "Pé de Serra", uma de suas primeiras composições. Filho de Januário, um trabalhador braçal que nas horas vagas concertava e tocava acordeão. Foi com ele que Luiz Gonzaga aprendeu a tocá-lo. Quando adolescente já se apresentar em bailes, forrós e feiras juntamente com o pai. Luiz “lua” Gonzaga foi um autêntico representante da cultura nordestina, a qual se manteve fiel mesmo tendo de seguir carreira musical no sul do País, onde ficou consagrado com o gênero baião. Teve parceiros importantes como o advogado cearense Humberto Teixeira, com a canção emblemática Asa Branca, de 1947.
Próximo de completar dezoito anos apaixonou-se por Nazarena, uma moça da região e o namoro fora repelido pelo pai da moça, coronel Raimundo Deolindo, que ameaçou-o de morte. Gonzaga recebeu de seu pai Januário uma boa surra. Revoltado, Luiz Gonzaga fugiu de casa e ingressou no exército em Crato, Ceará. A partir dali, durante nove anos ele viajou por vários estados brasileiros, como soldado.
Em Juiz de Fora, Minas Gerais, conheceu Domingos Ambrósio, também soldado que era bem conhecido na sua região pela sua habilidade como acordeonista. Dele, recebeu importantes lições musicais. No ano de 1933, deixou o Exército no Rio de Janeiro, decidido a se dedicar à música. Lá, ele atuava como solista, e começou por tocar na zona do meretrício. O repertório era basicamente composto de músicas estrangeiras que apresentava, sem sucesso, em programas de calouros, tendo sido aplaudido de pé no programa de Ary Barroso quando executou Vira e Mexe - primeira música que gravou em 78 rpm. Veio daí a sua primeira contratação, pela Rádio Nacional. Em 11 de abril de 1945, gravou sua primeira música como cantor, no estúdio da RCA Victor, a Mazurca Dança Mariquinha, uma parceria com Saulo Augusto Oliveira.
Casamentos
No ano de 1945, a cantora Odaléia Guedes, deu a luz o primeiro filho Luiz Gonzaga do Nascimento Júnior, o Gonzaguinha, que foi criado pelos padrinhos. Em 1948, casou-se com a pernambucana Helena Cavalcanti, uma professora, que exercia função de sua secretária particular. O casal viveu junto até perto do fim da vida de "Lua", com teve uma filha, Rosinha. O cantor sofria de osteoporose, morreu vitimado de parada cárdio-respiratória no Hospital Santa Joana, na capital pernambucana, em 2 de agosto de 1989.
Alguns sucessos
Dança da moda, Luiz Gonzaga e Zé Dantas, 1930
A feira de Caruaru, Onildo Almeida, 1957,
A letra I, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
A morte do vaqueiro, Luiz Gonzaga e Nelson Barbalho (1963)
A triste partida, Patativa do Assaré (1964)
A vida do viajante, Hervé Cordovil e Luiz Gonzaga (1953)
Acauã, Zé Dantas (1952)
Adeus, Iracema, Zé Dantas (1962)
Á-bê-cê do sertão, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Adeus, Pernambuco, Hervé Cordovil e Manezinho Araújo (1952)
Algodão, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1953)
Amanhã eu vou, Beduíno e Luiz Gonzaga (1951)
Amor da minha vida, Benil Santos e Raul Sampaio (1960)
Riacho do Navio, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1955)
Sabiá, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1951)
Sanfona do povo, Luiz Gonzaga e Luiz Guimarães (1964)
Sanfoneiro Zé Tatu, Onildo Almeida (1962)
São-joão na roça, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1952)
Siri jogando bola, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1956)
Vem, morena, Luiz Gonzaga e Zé Dantas (1950)
Vira-e-mexe, Luiz Gonzaga (1941)
Xanduzinha, Humberto Teixeira e Luiz Gonzaga (1950)
Xote dos cabeludos, José Clementino e Luiz Gonzaga (1967)