Revelando, imortalizando histórias e talentos
29.7.09

Autor de inúmeros sambas, mais de 500 composições como “Lá vem ela com uma trouxa de roupa na cabeça”, gravado por Raul Marques em 1942; “Apoteose ao samba”, na voz de Jamelão,em 1950; “Olelê, olalá” gravado por Adilson Ribeiro em 1973. Durante 19 anos escola Império Serrano desfilou cantando só composições suas, ainda tocava violão e bandolim e gravaria o primeiro disco aos 66 anos.

 



Décio Antônio Carlos, o Mano Décio da Viola , nasceu em 14 de julho de 1909, em Santo Amaro da Purificação, Bahia, mas na certidão de nascimento constava como nascido em Juiz de Fora, MG. Seus pais mudaram-se para o Rio de Janeiro quando ele tinha apenas um ano, tendo morado dos seis aos 14 anos no morro da Mangueira. Lá, saia nos Carnavais no rancho Príncipe das Matas, organizado por sua família. Em 1923, mudou-se para Madureira, subúrbio carioca, e integraria o bloco local “Vai Como Pode”, que mais tarde se transformaria no G.R.E.S. da Portela. Não demorou e ele fugiu de casa, voltando para a Mangueira, e lá começou a trabalhar como vendedor de jornais no Largo da Carioca. Foi nessa época que conheceu Norberto Marçal, o Manga, e passaria a morar em sua casa perto da favela do Buraco Quente, reduto de sambistas da Mangueira. No ano de 1930, já morando no bairro de Ramos, ele integrava o G.R.E.S. Recreio de Ramos, fundado por Manga. Foi em Ramos onde compôs seu primeiro samba, “Vem, meu amor “ parceria com Bide e João de Barro {Braguinha}, e fora gravado por Almirante, em 1935.


Retorna em 1934 para a subúrbio de Madureira, transferindo-se então para a escola de samba “Prazer da Serrinha”, onde era diretor de samba. Foi ai onde um velho sambista, Magro, deu-lhe o apelido de Mano Décio da Viola. Para tal escola ele compôs, em 1945, com Silas Oliveira, o samba-enredo “Conferência de São Francisco. Em 1947, junto com os dissidentes da ‘Prazer da Serrinha’, fundou, em 23 de março o G.R.E.S. Império Serrano, escola essa que sairia durante vários anos cantando sambas de sua autoria, conseguindo, com eles, seria campeã por quatro vezes.
Em 1949, o enredo “Tiradentes” foi vencedor (com Penteado e Estanislau Silva), o samba-enredo é considerado um dos mais clássicos do gênero. No ano de 1951, classificou-se em primeiro lugar com “Batalha naval do Riachuelo” (com Penteado e Molequinho). O Império Serrano voltou a ganhar em 1955, com “Exaltação a Duque de Caxias” (com Silas de Oliveira), e em 1960 “Medalhas e brasões” (com Silas de Oliveira). Além de sambas-enredo, fez, em 1973, o Hino dos portuários do Brasil, com Ernesto M. da Silva, categoria profissional à qual pertenceu.


Disco


Em 1975, aos 66 anos, gravou pela Tapecar seu primeiro LP, que incluiu, entre outras, Rainha do Maracatu, Dona Santa, Obsessão, Hora de chora e Mano Décio Ponteia a Violar. Depois, gravou na Philips, em 1976, o LP O lendário Mano Décio da Viola. Pela CBS, em 1978, lançou seu terceiro e último trabalho, ‘O imperador’. Já afastado da escola de samba, estava preparando o quarto disco, só com músicas de ‘terreiro’, quando morreu. Compôs mais de 500 sambas e, com o parceiro Silas de Oliveira, foi um dos pioneiros na composição de sambas-enredos para os desfiles de Carnaval. Morreu em 18/10/1984, Rio de Janeiro.


Na ABI




A Associação Brasileira de Imprensa {ABI} deu início as programações em homenagem ao compositor Mano Décio da Vila, no auditório Guanabarino; abertura oficial das comemorações do centenário do sambista teve início em 14 de julho, na Escola Municipal Mano Décio da Viola, em Jacarepaguá, com empolgada participação de professores e, especialmente o cantor e compositor Jorginho do Império, um dos filhos de Mano Décio da Viola. Um debate tendo como convidados Haroldo Costa, Ricardo Cravo Albin , Maurício Azêdo {Presidente ABI}, Raquel Valença e Sérgio Cabral


Show


Ao final do debate, foram prestadas homenagens do Comitê Mano Décio é 100 (integrado pela Associação Brasileira de Imprensa, Instituto Cultural Cravo Albin e Grêmio Recreativo Escola de Samba Império Serrano), com a entrega de um troféu a personalidades que deram muitas e importantes contribuições para a memória e a divulgação do samba carioca. Entre os agraciados: Roberto Silva, Hiram Araújo. Paulinho da Viola, Elza Soares, João Bosco, Martinho da Vila e D. Ivone Lara.

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