Revelando, imortalizando histórias e talentos
2.10.09


 

Walker Evans, ganha retrospectiva no Brasil. Sua lente registrou a miséria e a Grande Depressão norte-americana dos anos 30 e os constantes desrespeitos à vida em Havana, Cuba, na época imposta por Geraldo Machado.


Justificar

Walker Evans registrou o período da Depressão e pobreza norte-americano na década de 1930, ganha exposição no Brasil. São 121 imagens que entrou para história por ter se transformado em "os olhos da Depressão". A mostra que veio ao Brasil esteve em Madrid,Espanha, entre janeiro e março deste ano. As fotos pertencem a um colecionador milionário norte-americano que emprestou-as para que o trabalho do fotógrafo fosse conhecido pelo mundo. O núcleo principal da mostra é a série de fotografias feitas no Sul dos Estados Unidos da América, entre 1935 e 1936, sob encomenda do governo norte-americano, que estava interessado em montar um acervo com imagens da Grande Depressão.

 

A intenção era utilizar o arquivo para programa social e erradicação da pobreza, construção de uma nova identidade, que ficaria conhecida com New Deal, que atendia os segmentos menos favorecidos da sociedade norte-americana. Ao lado do roteirista James Agree {1909-1955, autor do livro Let Us Now Praise Famous Men} ele relatou a mais profunda miséria em que vivia o estado do Alabama. Lá, Evans e Agree passaram dois meses registrando a vida de três famílias de granjeiros no último estágio de miséria, e a segregação racial imposta aos negros.

 

 

Cenas com anônimos no metrô nova-iorquino série feita entre 1938 e 1941; Havana, Cuba {no regime ditatorial de Geraldo Machado} nos anos 30, as janelas de com influências da construção Russa, de Wall Street, 1928, define o estilo de Walker como documentarista poético ou um roteirista melancólico. O estilo frio e avesso do fotógrafo ao sentimentalismo, revelam uma visão moral da época em que viveu.


Perfil

 

 

Walker Evans era filho de um bem-sucedido publicitário, ele rompeu com a estética de seus contemporâneos, especificamente, Alfred Stieglitz - vanguardista norte-americano dos anos 20. Por 20 anos trabalhou para a revista Fortune, 1945 a 1965. Suas primeiras fotos foram feitas em Paris, nos anos 1920, abandonaria a fotografia para estudar literatura, em Sorbonne, mas seu isolamento não durou muito tempo. A literatura se manifestaria em suas últimas polaróides, que eram colocadas nos sinais de trânsito construindo uma narrativa poética e quase literária. Ilustrou o livro The Crime of Cuba, do historiador Charletons Beals {1893-1979}, um documento sobre o terror e a ditadura de Geraldo Machado. Seu sangue frio mais uma vez funcionou para relatar e separar o sujeito e o objeto ao fotografar mártires e indigentes. Durante sua carreira, no primeiro período, fotografou arranha-céus nova-iorquinos como as fotos com ecos do vanguardista russo Rodchenko, das janelas de Wall Street, que estão presentes na retrospectiva. O fotógrafo nasceu em 1903 e faleceu em 1975. {

Ponte do Brooklin, EU

A /Divulgação}

 

Local: Avenida Paulista, 1578

 

Das 1100 às 18h00

 

Custo: R$ 15,00

 

3* – grátis

 

Até 10/01/2009

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 17:25  comentar

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