Revelando, imortalizando histórias e talentos
7.10.09

 

 Antes de qualquer coisa, Argan foi um autêntico decifrador de obras de arte. "Foi também o último grande representante de uma tradição crítica que corresponde historicamente aos movimentos modernos da arte". {Lorenzo Mammi}.

Nascido em Turim, Itália, em 1909 foi aluno do crítico e historiador da arte Adolfo Lionello Venturi [1885-1961]. Argan findou seus estudos com Venturi em 1933,e entra para a administração estatal do patrimônio artístico {Direzione Generalli Delle Belle Arti} onde trabalhou até 1955. Alcançou fama internacional a partir dos anos 30 quando escreveu um esrudo sobre a arte medieval e renascentista " L'architetture Preromanica e romanica in Itália",1936. Em seguida, escreveu outro livro que foi um sucesso de vendagem L'architetture del Due e del Trecento in Itália", 1937. Na década de 50 fez estudos sobre Brunelleschi, e Gropius e a Bauhaus, ambos em 1951.

Substitui seu mestre

Entre 1955 e 1957 escreveu Beato Angélico e Boticelli respectivamente. Já no ano de 1959 ele sucedeu ao seu ex- professor Lionello Venturi, na cátedra de história da arte moderna, na Universidade de Roma, sendo que, anteriormente já havia lecionado na Universidade de Palermo. A partir dai, ele publicaria várias monografias e coletâneas de ensaios, entre os quais Salvezza e caduta dell' arte moderna [1964], Progeto e destino [1965], Occasione di crítica [1982], História da arte como história da cidade [1983 ]. Publicou no Brasil, pela Editora Companhia das Letras, ARTE MODERNA [2008]. Seu último trabalho foi, Michelangelo Architteto , de 1990, que foi publicado também pela Companhia das Letras com título Clássico anticlássico, em 1999, e Imagem e Persuasão, em 2004. Sempre muito ativo, Argan, elegeu-se prefeito de Roma, em 1976, e senador em 1983, pelo Partido Comunista Italiano. Giulio Carlo Argan faleceu em Roma, em 1992.

 



Livro: Arte Moderna

O livro tem como pano de fundo a história das reações e relações da arte diante diante de um sistema produtivo que aos poucos a expulsa ou a absorve. A partir daí, Argan dá grande espaço à arquitetura e o urbanismo, disciplinas periféricas na historiografia tradicional. Daí, os limites cronológicos do livro, onde Argan, nas sucessivas atualizações sempre evitou ultrapassar: da Revolução Industrial à Art Pop, no limiar do pós-modernismo, período quando a arte perde sua dimensão de projeto global. Em Arte Moderna, ele combina ensaios abrangentes com amplos capítulos de dedicados a obras exemplares. É um dos melhores livros dedicado as artes plásticas, desse verdadeiro decifrador de obras de arte.


Agência FM agradece:
http://www.companhiadasletras.com.br/
[11]3707-3500


Centenário de Marcel André Félix Gautherot

Fotógrafo franco-brasileiro, nasceu em Paris aos 14 de março de 1910. Sua mãe era operária e o pai pedreiro, e viveram uma vida muito humilde.

Vivenciou a Paris dos anos 20, e em tenra idade foi aprendiz em uma escola de arquitetura. Nessa época Gautherot se interessa pelo movimento Bauhaus, e com as obras de Le Corbisier. Entretanto, não teve condições de terminar o curso arquitetura deixando-o pela metade.

Em 1936, ele participa de um grupo promissor e que seria responsável pela instalação do Musée de l’ Homme. Gautherot é encarregado de catalogar as peças, começando aí a se dedicar à fotografia. Em 1939, ao ler o romance moderno Jubiabá, de Jorge Amado, decide viajar para o Brasil, onde viveu e trabalhou por 57 anos com residência fixa no Rio de Janeiro. Então, começa a frequentar o meio intelectual ligado aos modernistas onde conheceu Carlos Drummond de Andrade, Mario de Andrade, Burle Marx e Lúcio Costa.

Trabalhos

Sua carreira fotográfica no Brasil teve início ao fazer trabalhos para o Museu do Folclore e e para revista O Cruzeiro. No ano de 1986, juntamente com o também francês Pierre Verger, recebe, do Governo do Estado do Rio de Janeiro, o Prêmio Golfinho de Ouro na categoria Fotografia. Na parte gráfica, ilustrou inúmeras revistas de arquitetura e quase todos os textos sobre e escreveu muito sobre o paisagista Burle Marx. Seu acervo fotográfico é formado por mais de 25 mil negativos, e pertence ao IMS [Instituto Moreira Sales] com sede no Rio de Janeiro. Percorreu 18 estados brasileiros registrando o povo, sua suas festas e arquitetura. Ou seja, um vasto arquivo que retrata a diversidade cultural do País. O fotógrafo morreu no Rio de Janeiro em 1996, aos 86 anos.

Exposições coletivas

1937 - Paris (França) - Exposição Internacional de Paris - premiado.
1958 - Bruxelas (Bélgica) - Pavilhão Brasil, Exposição Internacional de Bruxelas.
1962 - Paris (França) - Grand Palais - Exposição sobre Brasília.
1964 - Milão (Itália) - XIII - Trienal de Milão - Pavilhão Brasil.
1979 - Paris (França) - Retrospectiva Oscar Niemeyer –
exposição que viaja até Florença,Veneza e Lugano.
1985 - PUC (Brasil)Exposição sobre o arquiteto Affonso Eduardo Reidy.
2009 - São Paulo (Brasil) Pinacoteca do Estado de São Paulo - Exposição "À Procura de um Olhar" que comemora o ano da França no Brasil.
Exposições póstumas

1996 - Rio de Janeiro RJ - Bahia: São Francisco, Recôncavo, Salvador, na Fundação Casa França-Brasil
1996 - São Paulo SP - Retratos da Bahia: São Francisco, Recôncavo, Salvador, na Pinacoteca do Estado
1997 - São Paulo SP - 7ª Coleção Pirelli/Masp de Fotografias, no Masp
1998 - Brasília DF - Brasileiro que nem Eu, que nem Quem?, no Ministério das Relações Exteriores
1999 - São Paulo SP - Brasileiro que nem Eu, que nem Quem?, no Museu da Casa Brasileira. Salão Cultural
2000 - Valência (Espanha) - De la Antropofagia a Brasilía: Brasil 1920-1950, no IVAM. Centre Julio Gonzáles
2000 - São Paulo SP - Brasil + 500 Mostra do Redescobrimento, na Fundação Bienal
2000 - Valencia (Espanha) - Brasil 1920-1950: da antropofagia a Brasília, Institut Valencia d’Art Modern
2001 - Rio de Janeiro RJ - O Brasil de Marcel Gautherot, Instituto Moreira Salles
2002 - São Paulo SP - O Brasil de Marcel Gautherot
2002 - São Paulo SP - Da Antropofagia a Brasília: Brasil 1920-1950, no MAB/Faap
2003 - Poços de Caldas - O Brasil de Marcel Gautherot, no Instituto Moreira Salles
2003 - Rio de Janeiro RJ - Fotografias da Fundação Oscar Niemeyer sobre a Construção de Brasília (1959-1961), na Pequena Galeria 18
2003 - Brasília - Arte que une: diversidade e confluência Brasil-Europa, Conjunto Cultural da Caixa
2004 - São Paulo SP - São Paulo 450 Anos: a imagem e a memória da cidade no acervo do Instituto Moreira Salles, no Centro Cultural Fiesp
2006/2007 - CCBB/RJ - Fé e Engenho - Aleijadinho e seu tempo. Fotos de Gautherot dos fiéis na cidade de Congonhas do Campo
2007 - Oscar Niemeyer - 10/100 - fotos de Gautherot do acervo pessoal de Niemeyer
2007 - São Paulo SP - O Olho Fotográfico - Marcel Gautherot e seu tempo, no Museu de Arte Brasileira da FAAP.

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 00:31 

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