Revelando, imortalizando histórias e talentos
7.10.09

Edouard Manet

"As Banhistas" causou muitos comentários e, principalmente, críticas impiedosas por parte de personalidades políticas e dos amigos burgueses, imprensa e do público.

Manet era um sujeito de maneiras finas e linguajar polido. Foi um marido exemplar e era sinônimo de respeitabilidade. Entretanto, escandalizou todo Paris quando expôs 'As Banhista", obra que a Formas&Meios sugere como uma das vinte mais belas de todos os tempos. A tela é reconhecida como uma das mais famosas do século XIX. Segundo Napoleão Bonaparte " o quadro é uma afronta ao decoro", disse. As críticas vieram de todos os lados. A imprensa o criticou sem piedade, e principalmente, sem compreensão. O público zombou de forma impiedosa tanto da tela quanto de Edouard Manet. A tela foi recusada no Salon Oficial, no Salon dês Refusés, por ser considerada um absurdo. Duas mulheres nuas conversavam com dois homens vestidos, em um bosque, tem composição pictórica sem chiaroscuro {claro e escuro}, nem relevo, de zonas de cores.

Temos de confessar que foi uma lide difícil escolher entre "As Banhistas" e Olympia, outra tela de técnica irretocável e irrepreensível. Olympia passou pelas mesmas zombarias que "As Banhistas". As duas obras sofrem influências nítidas de Ticiano e Giorgione. Porém, Manet queria se firmar como e conquistar fama como um mestre modernista da escola acadêmica.

A sorte de Edouard Manet mudaria quando um grupo de jovens pintores desconhecidos, Ronoir, Cézanne, Monet e Pissarro observaram sua refinada técnica e não somente nas duas telas citadas, então, criaram uma nova escola que chamaram de Impressionismo, que mudaria para sempre o rumo da pintura moderna. Já idoso, foi quando Edouard Manet {1832-1883} foi melhor compreendido. "As Banhistas", feita em 1863, mede 2,08 x 2,64, e está exposta no Musée d’ Orsay, Paris.

 

 

 

 

 

The Milkmaid":Poesia no título e na pintura

 

A obra " Het Melkmeisj" {A Leiteira} do genial holandês Vermeer está entre as vinte obras-primas indicadas por Formas&Meios.

 

 

 

 

 

A tela é um divisor de água na vida de Vermeer, entre o experimentalismo e sua maturidade artística. Várias interpretações, "Melken" {tirar leite] ou na gíria atrair ou seduzir; esse discreto objeto do desejo, mexe com as fantasias masculinas;, e foi tema de muitas conversas sobre seu significado, algo corriqueiro na época. Nos dias atuais, as denominadas obras de artes, poucas são àquelas que suportam um olhar criterioso, imaginem comentários sobre a mesma.

A fabulosa pintura foi feita entre 1657 e 1658, retrata uma leiteira que viaja em pensamentos prazerosos e mais poderosos, além de uma cozinha, enquanto derrama leite de um jarro para outro para a feitura de mingau com pão amanhecido. A pintura, um óleo sobre tela que mede 45,5 x 41 cm, desde sua feitura passou a ser admirada por todos por representar uma personagem da classe trabalhadora. Na época, a forte leiteira foi vista na Holanda com um certo olhar de voyeur, e não está sendo diferente os olhares norte-americanos, pois a obra participa de exposição "Vermeer's Masterpiece the Milkmaid que comemora os 400 anos da chegada do navio Meia-Lua {Halve Maen} em localidade dos índios Manhattões {Nova Iorque a partir da tomada Americana em 1664}.

A pintura evoca um erotismo desaparecido cujos os olhos dos artistas contemporâneas não veem, e ele aborda com sutileza no século XVII. Tanto Vermeer quantos outros de sua época se utilizavam de cântaros e jarras como símbolos femininos e não somente como um utensílio doméstico. Quando foi criada, a obra, no período da Idade de Ouro da Holanda pontuada pelas explorações do comércio, dos mares e também do desenvolvimento artístico. A tela servia, e serve, de comentários e para mexer com a imaginação de quem a vê. Se um outro pintor representasse a mesma cena, com certeza, representaria de forma mais óbvia, colocaria um homem como galanteador ao lado da robusta leiteira. Entretanto, Vermeer, fez a opção em que a leiteira se deixa levar por um galanteador imaginário levando-a se esquecer do que está fazendo. A tela também desfaz o protótipo do século XV, onde as domésticas eram vistas como pessoas predispostas a algo mais do que seus afazeres. A obra foi mostrada nos Estados Unidos pela primeira vez em 1939, na Feira Mundial. Atualmente, é uma das obras mais apreciada no mundo.

Propriedade do Museu Rijksmuseum, em Amsterdã, ficou conhecida pela tradução para o inglês " The Milkmaid", é o centro das atenções do museu holandês. A tela foi uma das primeiras de sua produção, e foi adquirida pelo tradicional colecionador de Delft Pieter van Ruijvan. Vermeer deu a tela como pagamento de 200 Florins emprestados por Ruijvan para que pudesse sustentar a família [esposa, sogra e 11 filhos] e comprar suportes para pintura. O pintor está enterrado na Igreja Velha de Delft, cidade onde nasceu e morreu.
Justificar
A mostra "Vermeer's Masterpiece the Milkmaid, fica no Metropolitan Museum, em Nova Iorque, até 29 de novembro.

 

 

 

 

 

Velásquez – o maior realista


Foi uma das telas mais difíceis de ser escolhida essa de Veláquez. Sem dúvida, é o maior realista espanhol, quiçá do mundo, como é considerado.

O espanhol Diego de Silva y Velásquez, tomou o rumo de Madri, quando tinha 23 anos. Bigodes, bem vestido e magro, era um provinciano anônimo quando tomou esta decisão. De forma misteriosa, ele fez carreira na corte da noite para o dia. O sevilhano de farta cabeleira castanha, foi pintor do Rei durante quatro décadas, e seus magníficos retratos de Felipe IV, da Infanta rodeada pelas aias, entre muitos outros personagens palacianos. A tela sugerida por Formas&Meios como uma das mais belas obras-primas de todos os tempos é "Infante Baltazar Carlos", que está entre as mais apreciadas de todos os tempos. Sua obra é quase completamente genial, mas "Infante Baltazar Carlos" é onde o aspecto do gênio desponta como um dos mestres da pintura espanhola e mundial. A pedido do Rei, ele pintou gente humilde, e tornou-se o primeiro a levar arte aos populares, e pintar tipos espanhóis e cenas do cotidiano.

Foi uma das telas mais difíceis de ser escolhida essa de Velásquez pois não há altos e baixos em sua pintura. Há sempre uma aparente felicidade nas pinturas e o realismo, e isso pesou na hora da escolha de "Infante Baltazar Carlos". Chegamos a até cogitar a deixá-lo de fora como Rebramdt e Ticiano por acharmos que as pinturas são todas obras-primas. Sem dúvida alguma, até os dias atuais é ele o realista mais bem dotado da pintura espanhola, quiçá do mundo. Velásquez nasceu em 1.599 e faleceu no ano de 1660. A tela "Infante Baltazar Carlos" encontra-se no acervo do Museu do Prado, Madri, Espanha.

 

 

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 00:34 

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