Revelando, imortalizando histórias e talentos
11.11.09

A Liberdade Guia do Povo: Eugène Delacroix

 

Na tela , até a figura alegórica tem uma mistura de realismo e retórica. Figura ideal que vestiu os trapos do povo.
 

Ele foi líder reconhecido da 'escola romântica'. A tela tem como mote a história da luta política pela liberdade. É o primeiro quadro político da história da pintura moderna. Nele, é exaltada a insurreição que, em julho de 1830, pôs fim a situação de terror branco da monarquia bourbônica restaurada, impotente e cruel. Sua política apesar de não ser clara, tenta o combater os privilégios feudais. Tudo herança de sua militância, revolucionáro em 1830, Delacroix torna-se contra-revolucionário em em 1948, quando a classe operária insurge contra a burguesia capitalista que a explora. Como um bom Romântico, ele se declara anti-burguês.
Porém, a tela sugerida por Formas&Meios, onde ele exalta as jornadas de julho, há um entusiasmo verdadeiro e significado político bem ambíguo. Não somente para Delacroix, mas para todos os românticos, liberdade é a independência nacional. O pintor demosntrou em outras telas por exemplo, O Massacre de Scio [1824], e em A Grécia sobre as ruínas de Missolongi [1827]. Entretanto, após longa noites de discussão sobre ambas as telas, A Liberdade Guia do Povo, venceu pelo tema e técnica e por não ser um quadro alegórico e sim um quadro histórico também.
A tela é cheia de pontos desconexas, como [a barricada], e dessa instabilidade desenvolve um crescendo o movimento da contraposição. Na jangada, as figuram formam uma massa saliente, que culmina em uma pessoa agitando uma bandeira. No plano principal, os mortos revirados. Coincidem também alguns detalhes brutalmente realistas: o pubis descoberto de um morto, a meio em um único pé e o apelo das polaina brancas nos pés de um soldado morto.
 
São essas as analogias da tela de Delacroix. Quanto ao esquema compositivo da Jangada, ele inverte Delacroix a inverte. Inverte a posição dos dois mortos em primeiro plano por exemplo. Inverte também, a direção do movimento dos volumes, que a Jangada vai da frente para o fundo. Vale ressaltar que, tudo o que havia de aprofundamento na obra de Géricault, desaparece nessa tela de Delacroix, não existe mais aquele toque luminoso caravaggiano. A obra mede 2,60m x 325m, é parte do acervo do Museu do Louvre, Paris.
 

 

Georges Seurat

Segunda grande tela do pintor é indicada como uma das mais belas obras de todos os tempos por Formas&Meios.
 


Um Domingo de Verão na Grande Jatte, de 1886, é demostrativa e afirmativa ao mesmo tempo. Ele utiliza-se do deliberadamente sobre o material temático dos impressionista - um dia ensolarada a beira do rio Sena. Porém, o modod de feitura é bem diferente. O espaço é um plano, a composição é construída nas horizontais e verticais, enquanto os corpos e as sombras formam ângulos retos.
Manequins geometrizados, colocados no gramado como peões sobre um tabuleiro de zadrez; em ritmo e intervalo calculado, digamos, matematicamente. Entende-se, a luz não é natural e sim recomposta por uma fórmula cientifica, portanto, perfeitamente regular. Os corpos sólidos, no espaço-luz, são formas geométricas curvas moduladas pelo cilindro e pelo cone, o que lhe dá um desenvolvimento volumétrico ao qual não corresponde um peso de massa, como se fossem compostos por uma mesma poeira multicor.
Não trata-se de um retorno à geometria do espaço perspectivo, e sim a concretude física das coisas. Ele reduz, na verdade, à lógica geométrica o espaço empírico dos impressionistas, que assim, é transformada em espaço teórico. A obra mede 2,05m x 3,05m e consta do acervo do Chicago Art Institute.

 

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 18:54  comentar

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