Revelando, imortalizando histórias e talentos
14.11.09

 

LIVRO SOBRE COMÉRCIO PAULISTANO PROCURA PATROCINADOR



Nos quase 90 cartões comercias de dupla face, analisados através dos tempos revelam histórias não somente de relações comerciais. Conta história de uma década através de selos e carimbos, a forma de escrever, propaganda, os slogans e logomarcas. Um conteúdo surpreendente.






A proposta dos autores do livro, Francisco Martins e Fausto Visconde, é contar através de cartões comerciais originais da década de 1960 à 1964 não somente a fria relação comercial entre cliente e credor. O livro vai bem além e mostra as transações comerciais via duplicatas entre uma das maiores fábricas de tecidos de São Paulo, a Felippe Daud Ltda., e seus clientes por quase todo o país. Não se trata de um livro sobre a organização Daud. É algo mais abrangente. Porém, a empresa está no epicentro do conteúdo juntamente com seus clientes. As relação comercial entre eles contam histórias de comerciantes de vários estados brasileiros. Pitangui e Teófilo Antônio, Abaeté, em Minas Gerais com respectivas empresas "Irmãos Chaves" e "Confecções Bolero Ltda {Insc. Estadual n* 2350/672" "Casa Moura" e Cardoso" pr

opriedade de Matusalém Cardoso - em Monte Carmelo; Alberto Manna, de Campina Verde" e "Imperial" em Belo Horizonte. Na região sul do País, ‘Tecidos e Artefatos Kalil Sehbe S/A’ e Confecções ‘Santa Helena’ ambas em {Caxias do Sul -RS}; ‘Casa Rayon’ de {Passo Fundo - RS}, ‘Camisaria Santa Cruz’ {em Santa Cruz do Sul - RS} propriedade de C. Swarowsky e "Chamartz & Werba {Porto Alegre -RS}, Cooperativa dos Ferroviários de Santa Catarina Ltda {Mafra} entre outras. As relações se estendiam ao estado do Espírito Santo também e lá "Antônio Dadalto & Filhos", “Lojas Castelo” por exemplo. Já no Norte e Nordeste do País "M. Oliveira & Irmãos", Santo Antônio de Jesus, BA; ‘Loja Nova América’ propriedade de Gerson Vasconcelos Bulos {Feira de Santana,BA}; Loja Barreto [Alagoinhas, BA, propriedade de Raimundo Barreto dos Santos}; João Muniz {Salgueiro - PE}; Armazém São Luiz, Maranhão; localizado à rua Oswaldo Cruz, 165; e F. Pegado, de Fortaleza,CE, à rua Floriano Peixoto,535/543. A capital paulista assim como o interior do Estado também consumiam os tecidos da Felippe Daud: "Barulho de Tupã" rua Carijós, 290 [Tupã -SP], “Textil Judith”, Indaiatuba,SP; Casa Nair [Limeira - São Paulo], propriedade de Nair Coghi; “Casa Mansur” {fundada em 1909}, em Taubaté,SP e “Camisaria Ambrósio”, de Epaminondas Ambrósio – Itapetininga e Indústria e Comércio Dako do Brasil S/A, sediada na capital paulista, estão entre as 90 escolhidas para a feitura do livro, que terá muita informação visual e menos leitura.


Outros destaques

 

Há uma preocupação dos compradores em manterem seus nomes 'limpos'. Porém, deixaram lastro cultural enorme que, não apenas serviam para confirmação do bom crédito. Através do cadastro as lojas se comunicavam entre si para colherem informações sobre novos clientes buscando assim uma venda segura. Ou seja, a empresa ‘A ‘ localizada em Fortaleza ao receber uma solicitação de aprovação de crédito recorria a empresa ‘ B’ a fim de levantar a vida do pretenso cliente como fez a DAKO “ que escreveu a Felippe Daud “A creditamos que a livre troca de informação de crédito redunda em mútuo benefício dos interessados e, sempre dispostos a retribuir gentilezas idênticas a que ora estamos solicitando ...” . A Textil Judith S.A. consultou o cadastro de Waldemir de Melo junto à Daud com um vocabulário muito próprio. “Para nosso exclusivo governo, solicitamos a fineza de prestar informações sobre a maneira pela qual a referida pessoa mantém transações com Vv. Ss”, assinado departamento de crédito e cobrança da Têxtil Judith. A preocupação com a parte gráfica, como cores, logo, o orgulho de ser empresário levava alguns estamparem o prédio do estabelecimento mostrando o progresso enquanto outros preferiam colocar o nome na linha de frente - citando-o até quatro vezes em menos de 4 linhas escritas como "Ubaldo Rosa" da Casa Ubaldo.

 

Propaganda / slogans

 

Aliás, como a maioria dos cartões eram enviados abertos, sem envelope, as empresas aproveitavam para fazer propaganda dos produtos que vendiam. Vendiam de quase tudo no mesmo espaço físico: A Casa Vargas, de Conselheiro Lafaiete – MG, vendia fazendas, chapéus, rádios, ferragens e perfumaria. Já a loja N

ova América, BA, vendia roupas para senhoras, crianças e homens, material fotográfico e leite. No Espírito Santo a casa de Dadalto além de tecidos tinha também café, ferragens e cereais. A ‘Castelo’, propriedade de Rodolfo Reis, vendia tintas, porcelanas, calçados e cereais. A “Casa Mansur” descrevia quase todos os seus produtos na face do cartão: “Grande estoque de seda, lã, algodão, perfumaria, vidros, panela de pressão, liquidificadores, bijuterias, máquina de costura etc... e outros produtos. Tinha também o merchandising por exemplo o feito pela Casa Aníbal sobre uma estância turística de Goiás “As águas termais de Caldas Novas são as mais quentes do mundo. Vale a pena conhecer esta maravilha da natureza. Soutiens " Erres" Sempre na Frente", slogan da fábrica Erre; e Manteiga "Flor de Minas" um nome feito para um produto perfeito", da loja Alberto Manna & Cia {fundada em 1918}.

 

Selos

 

Em suas faces mostram selos de época com personalidades homenageadas. A parte filatélica nos remete a figuras importantes, brasileira ou não, que tiveram sua cara estampada em selos por exemplo em 1961 em homenagem a "Henrique, o Navegador; 1959 " o centenário do Ministério da Agricultura - 1860 - 1960; Duque de Caxias; centenário de Lauro Müller, 1964; Rui Barbosa; Severino Neiva; centenário de Luiz de Matos, o pai do Racionalismo Cristão; cinquentenário do Sacre Coeur de Marie {Sagrado Coração de Maria}, 1911-1951; Joaquim Murtinho; a visita do presidente dos Estados Unidos Mexicanos, Dr. Adolfo Lopez Mateos, 1960; visita do presidente dos Estados Unidos da América ao Brasil - Dwight Eisenhower, em 1960; bicentenário de José Bonifácio de Andrada e Silva, em 1963; centenário de nascimento Álvaro Alvim, 1863-1963 e o centenário da Cruz Vermelha entre outros homenageados.

 

Bancos

 

O cartão comercial, geralmente em papel grosso, o cliente informa para a fábrica Felippe Daud a data em que foi pago o título; a casa bancária; se a promissória foi resgatada com desconto; se paga ao cobrador da empresa. Revela também as instituições bancárias onde eram realizados os pagamentos das duplicatas: Banco Francês e Brasileiros; Comércio e Indústria de São Paulo; Banco Paulista do Comércio/SA; Mercantil de São Paulo S/A; Banco da Lavoura de Minas Gerais; Banco da Província do Rio Grande Sul S/A; Agrícola e Mercantil S/A; Crédito Real; Comércio e Indústria de Minas Gerais; Banco Nacional de Minas Gerais; Banco do Estado de São Paulo [Banespa vendido ao grupo espanhol Santander}; Banco do Brasil e Econômico da Bahia entre outros.

 

Mais conteúdo

 

Uma grande gama de informações estão expostas nos cartões: identificação dos antigos comerciantes, número de inscrição do estabelecimento comercial, algumas datas de fundação dos mesmos, alguma forma confusa de escrever. A grande novidade da época, o que seria considerado o e-mail, o telégrafo era um contato primordial para colocar a empresa no roll das informatizadas. Nos cartões endereços telegráficos: "Lojabarreto", "Raibarsantos", "Trubinol", da casa Chamartz & Werba; "Toiose", da Cooperativa dos Ferroviários de Santa Catarina; “dadalto” etc.




Patrocínio total / Solicitações


Para confecção do livro com 110 páginas, o patrocínio total será de R$ 85.000,00 mil reais. O livro será distribuído gratuitamente para bibliotecas e associações comerciais em São Paulo e os outros estados citados. Em caso de um único patrocinador, o mesmo receberá uma cota de 1.000 exemplares. Porém, em caso de mais de um apoiador, receberão 250 exemplares cada um.

 

Ao patrocinador único será oferecido espaço para exibir logomarca da empresa no tamanho 5,5cm X 2,00cm na terceira página e também na última pagina mais citação na mídia televisionada, impressa e eletrônica e em 3 mil cartões-convites. Em caso de dois patrocinadores ou mais, o espaço será redimensionado de acordo com apoio de cada um com as mesmas condições de igualdade, retorno de mídia e centimetragem.


Apoio de pesquisa

 

O livro já encontra-se com mais de 60% da produção feita. Entretanto, alguns estados que tiveram relações comerciais com a tecelagem paulistana carecem de visitas para melhores esclarecimentos quanto ao fim ou não das empresas. Para tanto, necessita-se de uma verba de R$ 12 mil. Ao patrocinador das pesquisas, as mesmas condições dos patrocinadores, ou seja, espaço publicitário de 2,5cm 1,00cm, citação na mídia eletrônica, televisionada e camisetas durante as pesquisas com logomarca do patrocinador.




Características do livro

 

Autores: Francisco Martins/Fausto Visconde

 

Capa dura

 

Páginas: 110

 

Formato: P&B e colorido

 

Tamanho: 24 x 32

 

Miolo: papel couché 160g

 

Tiragem: 3.000 exemplares

 

Data de início: 15/09/2009

 

Entrega: 15/11/2010

 

 

Mais informações:

 

Francisco Martins

 

[55 11/ 2848-3230 / 9847-9789

 

formasemeios@ig.com.br

 

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