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20.2.10

NÚCLEO CAIXA PRETA ENCENA “DISSIDENTE”, TEXTO INÉDITO DO DRAMATURGO FRANCÊS MICHEL VINAVER 

 

 

 

 


 O NÚCLEO CAIXA PRETA estreia dia 25 de fevereiro de 2010, no SESC CONSOLAÇÃO, o espetáculo “DISSIDENTE”, criado a partir do texto inédito no Brasil de um dos maiores dramaturgos vivos da França, Michel Vinaver.
 
A montagem mostra a vida cotidiana de uma mãe (Cácia Goulart, indicada ao Prêmio SHELL Melhor Atriz 2008 e 2003/SP por Bartleby e Navalha na Carne respectivamente) e Felipe (José Geraldo Rodrigues, do longa Linha de Passe), seu filho adolescente. Desquitada e abalada pela possibilidade iminente de desemprego, a personagem precisa adaptar-se ao fato de que será substituída por uma máquina. Em contraponto, seu filho vive a experiência do primeiro emprego e as dificuldades no trabalho duro em uma indústria de linha de montagem. A direção é assinada por Miriam Rinaldi (Teatro da Vertigem) e a tradução de “Dissidente” é de Jean-Claude Bernardet e Rubens Rewald.
 
Sobre a montagem
O interesse pela dramaturgia francesa e um encontro com a obra de Michel Vinaver através de pesquisas formam os principais motivos que levaram Cácia Goulart à iniciativa de montar “Dissidente” pela primeira vez no Brasil. “Fui tomada por sentimentos inquietantes após a leitura do texto, pois “Dissidente, sem dúvida” (título original) inaugura uma profunda remodelação das estruturas dramáticas, depois de Michel Vinaver é quase impossível pensar em Teatro Aristotélico, Teatro Épico, Tempo e Espaço, um profundo desafio para o trabalho dos atores e para a direção”, afirma a atriz e produtora do espetáculo além de fundadora do Núcleo Caixa Preta.
Para a diretora Miriam Rinaldi o espectador dessa obra é colocado numa espécie de jogo em que ele participa preenchendo lacunas, dando sentido às frases interrompidas e elipses da narrativa.  O desafio desta montagem está, portanto, em manter essa fina linha entre mentiras e verdades do jogo de aparências vivido por mãe e filho. 
Por causa de seu profundo conhecimento da literatura contemporânea francesa, Jean-Claude Bernardet foi convidado por Cácia para traduzir “Dissidente”, que por sua vez chamou outro roteirista e colega, Rubens Rewald, para colaborar na tradução.
“Dissidente” induz o espectador à pura imaginação e reflexão dos acontecimentos desenhados no palco, confrontando as personagens em um dúbio processo de confinamento e busca de liberdade. O espetáculo se apresenta aos olhos do público como um grande desafio, uma vez que ele próprio é levado a interpretar os fatos, completando os sentidos. A cenografia, assinada por André Cortez, joga com a idéia de espaço público e privado e desenha um ambiente de uma fragmentada família contemporânea e sua compulsão pelo consumo, tão criticada por Maio de 68, uma das inspirações da direção.
Os personagens de Vinaver tem uma relação permeada pela afetividade, o conflito e dependência mútua. Suas personalidades são reveladas ao público por meio do texto  fragmentado, ambíguo e sem pontuação do autor. Esta é, inclusive, uma de suas características mais marcantes e o que tornou sua obra tão especial e intrigante.
 
Sobre a companhia
O Núcleo Caixa Preta foi fundado em 1999 por Joaquim Goulart e Cácia Goulart. A pesquisa e o experimentalismo no trabalho com os atores são a linha básica de investigação do grupo. Dentre suas realizações destacam-se: “O Funâmbulo”, de Jean Genet (2009), ”Bartleby”(duas  Indicações ao Prêmio Shell 2008: Melhor Atriz: Cácia Goulart e Melhor Cenário: André Cortez);  “Navalha na Carne” (Indicação Prêmio SHELL 2003, Melhor Atriz : Cácia Goulart) e “Quando as Máquinas Param” (2001), ambas de Plínio Marcos; “Cegonha Avião...Mentira,não!” , de Yves Vedrenne (ganhador de doze  premiações)  e “Medéia é um Bom Rapaz” do espanhol Luis Riaza (1999).
 
Sobre o autor
Michel Vinaver nasceu em 1927 em Paris onde vive até hoje. Descendente de russos, estudou na cidade de Annecy onde em 1953 se torna Chefe do Serviço Administrativo da Empresa Gillette-França. Vinaver inicia-se como romancista antes de se aventurar na dramaturgia. Em 1955 escreve sua primeira peça, Les Coréens (Os Coreanos), a pedido de Gabriel Monnet. Apesar de deflagrar grande polêmica, uma parte da mídia consagra o surgimento de um autor teatral.  Em 1982 ele deixa a Gillette e o mundo dos negócios para ser professor do Instituto de Estudos Teatrais de Paris III. Cria, dentro do Centro Nacional do Livro, a Comissão de Teatro e depois redige” A prestação de contas de Avignon”, “Os mil males que sofrem a edição de teatro e os trinta e sete remédios para amenizá-los”, fruto de uma pesquisa de dois anos. Ele também é autor de textos de reflexão sobre o teatro, como os “Escritos sobre o Teatro 1 e 2”, lançados em 1982. “Dissident, il va sans dire”, foi escrita em 1976. Sua experiência como diretor da Gillette está refletida em toda sua dramaturgia.
 
Sobre os atores e a diretora
Cácia Goulart é atriz formada pelo INDAC. Atuou em espetáculos como “Bartleby”, de José Sanchis Sinisterra; “Edmond”, de David Mamet; “BR3” (Teatro da Vertigem); “Navalha na Carne” (de Plinio Marcos); entre muitos outros.
 
José Geraldo Rodrigues é ator formado pela EAD/USP. Atuou no longa metragem “Linha de Passe”, de Walter Salles e Daniela Thomas (seleção oficial do Festival de Cannes 2008), nas peças de teatro “Rosa de Vidro”, de João Fábio Cabral, direção de Ruy Cortez; “Hamlet, canastra real”, de William Shakespeare, direção de Gabriel Carmona; “Nossa Cidade”, de Thornton Wilder, direção de Bete Dorgam, entre outras.
 
Miriam Rinaldi é atriz formada pela EAD/USP e professora do curso de Artes do Corpo da PUC/SP desde 2001. Ingressou no Teatro da Vertigem 1996, tendo colaborado na criação de “O Livro de Jó” e “Apocalipse 1,11” e depois em “A última palavra é a penúltima” e “Dido e Eneas”, ambas produzidas em 2008, após quatro anos afastada do Brasil. Sua experiência em direção vem se afirmando em seus últimos trabalhos. Além da orientação nos projetos com os graduandos da PUC, também trabalhou como assistente de direção de Yara de Novaes em 2009. {Foto Cacá Bernardes} 
 
Ficha Técnica
 
Texto: MICHEL VINAVER Tradução: JEAN CLAUDE BERNARDET e RUBENS REWALD Direção: MIRIAM RINALDI Atores: CÁCIA GOULART  e  JOSÉ GERALDO  RODRIGUES Cenografia: ANDRÉ CORTEZ Iluminação: LÚCIA CHEDIECK Preparação Corporal: INÊS ARANHA Música original: AMILCAR FARINA Figurinos/adereços/visagismo: MARINA REIS Fotografia: CACÁ BERNARDES Realização: NÚCLEO CAIXA PRETA da Cooperativa Paulista de Teatro
 
Serviço “Dissidente”
LOCAL: Sesc Consolação – Espaço BETA - R. Dr. Vila Nova, 245 – V. Buarque Tel (11) 3234-3000
Temporada: 25/02/2010 (estreia) a 01/04/2010. Quintas e Sextas, às 21h. Duração: 60 minutos, 14 anos, Lotação: 60 lugares.  OBS: Dia 19 de março haverá apresentação também às 15h. Preços: R$ 10,00 inteira, R$ 5,00 usuário matriculado no SESC e dependentes, pessoas com mais de 60 anos, professores da rede pública de ensino e estudantes com comprovante e R$ 2,50 trabalhador no comércio e serviços matriculado no SESC e dependentes.
 
Informações para imprensa: Canal Aberto Assessoria de Imprensa
Márcia Marques - (11) 3798 9510 / 2914 0770/ 9126 0425
www.canalaberto.com.br
 

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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 19:25 

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