Revelando, imortalizando histórias e talentos
5.2.11
"Ele não queria ser ator, cantor ou artista plástico. Só queria ver e vibrar com o sucesso de seus amigos". Era a personificaçao das artes, acredito.



 

Meio ano se passou e a falta de Fausto Visconde continua. Não se trata de nenhuma patologia não, somente a lacuna deixada que é difícil de ser fechada. Estes artigos biográficos feitos na rede mundial de computadores nada mais são do que uma gratidão eterna ao seu legado e compreensão pelas artes.



Nesta homenagem pelos seis meses de sua morte serão abordados pontos como seu amor pelas variadas artes e ao mesmo tempo a falta de interesse em ser um artista. Desde tenra idade, acredita-se a partir dos 9 anos, Fausto Visconde travou conehcimento com as artes, especialmente, o cinema e depois teatro, artes plásticas, balé e ópera.


Em sua vida longeva para alguns - faleceu aos 88 anos em 6/08/2010 -, conviveu diretamente com artistas nacionais como Sérgio Cardoso, Rodolfo Mayer, Leonardo Villar, Carmen Santos, Silveira Sampaio, Genésio Arruda, Laura Soares e os internacionais como Adolfo Celli (italiano) Jayme Costa (português) entre outros. E isso ficava sempre muito claro que Fausto não queria se tornar um astro. Nunca aproximou-se com tal intenção e ponto.


O mesmo ocorre nas outras áreas por exemplo na ópera pois frequantava locais das divas do bel canto por exemplo Bidu Sayão e o barítono João Gibin, que despontou em 1950 entre outros. Cláudia Muzio, a maior sopano ligeira que a itália já teve, era parente em terceiro grau e sempre que vinha na Argentina ou São Paulo era uma visita garantida. Porém, ser cantor de ópera já seria um exagero, mesmo ele sendo um grande colecionador e cantarolava todas elas, sem distinção.


Já no cinema, ai sim, tinha conhecimento para dar, vender e emprestar sem sair prejudicado. Viajou várias vezes ao exterior , EUA e Espanha, somente para ver estreias de filmes que demorariam no mínimo dois anos para chegar ao terceiro mundo, o Brasil no caso. Em uma de suas viagens fotografou um dos maires mitos hollywodianos, Ava Gardner. No Brasil, em 6/02/1957, deu-se ao luxo de fotografar para uso próprio, nada menos do que Kathryn Grayson e Howard Keel, quando no Brasil estiveram para o lançando do filme "Barco das Ilusões" da MGM, no cine Metro - São Paulo. Por ironia, 6 foi o dia em que Fausto Visconde nos deixou.
 
 
 
Aliás, por falarmos em fotografia, o que Fausto fez ocasionalmente, ele tinha consideração enorme por três profissionais dessa área: a norte-americana Dorothéa Lang, o francês Felix Nadar e o brasileiro Maurício Cardim. Deste último, viu exposições em São Paulo - capital, a partir de Itaquera, Shopping Light, EMTU - República, Biblioteca Mário de Andrade e Alceu Amoroso Lima entre outras. Visconde se identificava  muito com ângulos e temas que o fotógrafo trabalha. Não conheceu pessoalmente Cardim algo que acontceu com Nadar, mas recebeu uma dedicatória de Maurício Cardim na passagem de 2008, que foi colocada entres suas relíquias.


Dono de grande sensibilidade e emoção à flor da pele, ele chorava fácil ao ver o sucesso de seu artista preferido, que poderia ser de Cartola a Francisco Alves. De Cláudia Muzio à Maria Bathânea ou Maria Callas ou o amigo maestro Eleazar de Carvalho. Por falar em música nacional, algo que deixou de consumir por volta de meados de 1960 quando nomes como Dolores Duran, Maysa, Carlos Galhardo, Sílvio Caldas começavam a perder tereno musical. Então, passou a se dedicar as audições operísticas.


Porém, um fato curiso aconteceu nos anos 80 quando este que escreve foi entrevistar Cauby Peixoto no Clube de Paris, Vila Buarque, São Paulo. Chegamos e logo deu-se andamento à entrevista. No final, Cauby se aproximou dele, Visconde, e disse " professor, muito obrigado por ser meu fã". Pra quê? Direto Visconde respondeu: não sou seu fã e não gosto do seu repertório. Foi um balde de água fria na pretenção do cantor.


No balé era apaixonado pelos passos de Josey Leão, o estilo de Ismael Gizer, René Gumiel entre outros. Mas, também não quis ser bailarino. Porém, estava sempre nos teatros São pedro e municial de São Paulo, Rio de Janeiro, Guaíba, Porto Alegre, Amazonas aplaudindo seus prediletos, exagerando um pouco, eu diria protegidos. Ele era muito querido os artistas.
Para terminar, acredito com toda verdade que ele teria muita chance de virar um astro no cinema. Era mais alto e mais bonito do que Mickey Rooney, falava bem demais, era dono de timbre de voz expressivo, tinha expressão facial fascinante. Nada parecido com os atores brasileiros que fazem a mesma cara seja para choro, sorrir ou morrer por exemplo.


A definição que se tira desta figura ímpar é: Fausto Visconde, paulistano do Brás, era que fosse a personificação da arte. Talvez por isso não poderia reperesentar. (Primeira foto, 50 autógrafos colhidos no na estreia de uma peça teatral em São paulo. Marília Pêra, Jayme Costa entre outros). Mais sobre Visconde no sitio: www.cinemetro.blogspot.com   (Francisco Martins).
 
 
 
 
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link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 21:55 

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