Revelando, imortalizando histórias e talentos
5.8.10
Capazes de raptar criança, azedar leite, roubar presentes e desviar pessoas da rota de casa, eles são capazes de muito mais. Embasado no Código Penal Brasileiro, puxa-se a ficha de algumas das mais conhecidas figuras do país, que vivem praticando toda sorte de malefícios, dando, assim, o veredicto. Não se trata de políticos não.


No mês de outubro, especialmente o dia 31, na maioria dos países comemora-se o Dia das Bruxas, o Halloween, uma tradição norte-americana. Por que importá-la se temos lendas capazes de colocar a bruxinha norte-americana no bolsinho. Brasileiros defendem a data de 31 de outubro como o Dia do Saci e sua turma da pesada. Embasado no Código Penal Brasileiro, vamos puxar a ficha de algumas das mais conhecidas lendas do país, que vivem praticando toda sorte de malefícios, dando, assim, o veredicto. Com tanta imaginação das lendas, seria difícil mantê-los na prisão. Algumas lendas, entraram pela porta dos fundos, e que habitam o imaginário de adultos e crianças foram enquadrada na forma da Lei brasileira. Entretanto, no mundo virtual em se vive, elas estão refugiadas muito distante na memória das histórias que se conta atualmente ás crianças. No livro “Geografia dos Mitos Brasileiros”, de 1947, o mais renomado pesquisador da Cultura Popular Brasileira, Câmara Cascudo, alertou para seu quase desaparecimento. Seriam essas peripécias as causas do esquecimento¿


SACI PERERÊ

São três os tipos de Sacis que aparecem no imaginário da Cultura Popular Brasileira. Entretanto, é o Saci Pererê o mais sapeca entre todos. O delinquente de uma perna só, usa capuz vermelho e cachimbo. Ele adora atazanar galinhas, dar nó em rabo de cavalos e tirar o sossegos dos cães.

Não para por aí não. Ele é chagado a atrapalhar costureiras, quebrando agulhas e derrubando dedais e escondendo tesouras. Sua malvadeza parece não ter dimensão, e, desde 1918 que juristas, e personalidades da literatura como o escritor Monteiro Lobato, analisam e compilam as peripécias do danado em forma de inquérito as acusações que responderia perante à justiça. Há, os outros Sacis: o Sacurá e o Trique.

Acusações

Crime de injúria por ferir honra pessoal. Detenção de um a seis meses que pode ser transformada em multa.


HOMEM DO SACO

Não é uma lenda cem por cento brasileira. O Sujeito de tipo aterrorizador, essa é uma lenda urbana que costuma aterrorizar pelas ruas onde passa. Com um saco nas costas, ele é utilizado pelos pais para intimidar a criança que costuma sair de casa sozinha, e poderia ser raptado pelo Homem do Saco. Mas, não são somente as crianças desobedientes que correm perigos, os adultos também podem ser vítimas dele.

As crianças desobedientes ao serem raptadas pelo Homem do Saco, descobrem o que ele carrega dentro daquele saco: mais crianças. Reza a lenda que tudo começou lá pelos lados da Inglaterra onde pais malvados amarravam seus filhos desobedientes com fitas vermelhas, assim, indicando aquelas que deveriam ser levadas.

Acusações

Cárcere privado, reclusão de até três anos. Se houver conivência dos pais há agravamento da pena por formação de quadrilha.



LOBISOMEM

Astuto, o Lobisomem é bem perigoso e segundo reza a história não se tem uma localização precisa onde começou suas atividades. Alguns historiadores apontam como tendo sido na Grécia, onde o rei da Arcádia, Licaon, teria servido carne humana para o deus Zeus. Furioso, Zeus o teria transformado em lobo. E os temerosos ao Lobisomem, algo aponta não somente para um, mas vários espalhados pelo páis.

Da Inglaterra a lenda migra para Roma, perambula por séculos na Europa, e , depois de se abrigar mundo afora, ele aporta ao Brasil. Sua residência no país seria a cidade de Jordanópolis, na Serra da Mantiqueira, em São Paulo.

Sua capacidade de levar vida dupla: durante o dia age como pessoa comum e em noite de Lua Cheia transforma-se Lobisomem, acordando somente no dia seguinte com roupas rasgadas e extenuado. Imune à armas comuns, somente dois meios para matá-los: um projétil revestido de cera de vela de altar ou uma bala prata.

Acusações

Crime Hediondo, homicídio qualificado por motivo fútil, vai a júri popular. Pena entre 12 e 30 anos. Sendo réu primário poderia cumprir boa parte da pena em regime aberto. Se for confirmado sua nacionalidade estrangeira, poderá ter extradição sumária.

MULA SEM CABEÇA

Conhecida como "burrinha de padre" , originalmente era uma mulher que desavisada envolveu-se amorosamente com um padre. A partir dai, todas quintas-feiras ela se transforma em uma mula veloz com uma chama no lugar da cabeça.

Cavalgar barulhento e pesado é percebido à distância. Seus coices são cortantes como estiletes. Pessoas e bichos se assustam com sua chegada. Seu "feitiço" é desfeito após o galo cantar pela terceira vez, na manhã seguinte, retorna a forma de mulher.

Acusação
Lesão corporal, pena de três meses a um ano de detenção. A progressão de pena permitirá responder em liberdade.


CUCA

Cuca ou Coca é uma velha desgrenhada. Sua aparição à noite tem como atrativo levar crianças inquietas que resistem dormir quando os pais mandam. Ela articula uma quadrilha que permite agir simultaneamente vários locais do País, raptando crianças sem deixar o mínimo vestígio. Sua existência não se limita ao Brasil, mas em várias partes do mundo.

Alguns afirmam que a velha Cuca está se disfarçando em dragão e as vezes em jacaré. Portanto, muito cuidado ao se deparar com uma velha com esta aparência: corpo cheio de escamas, cabeleira vermelha e boca gigante. Não sabemos se tinge o cabelo nem que marca de tinta usa.

Acusações

Seria enquadrada no Artigo 288 do Código Penal - formação de quadrilha: pena de um a três anos. Cárcere privado, até três anos de reclusão. Reincidentes: circunstância agravante que aumenta o tempo de pena.


MBOITATÁ

Esta lenda até parece com alguns pseudos ecologistas que em nome da ecologia cometem crimes contra pessoas. Enorme cobra de fogo com olhos assustadores, que atende por várias alcunhas: Boitatá, Batatá, Baetatá, Batatão ou Bitatá. Apesar de viver na água, é na terra onde comete suas atrocidades.

Com pretexto de defender os animais e a mata, MBOITATÁ, ataca sem dó. Mas há controvérsia, segundo o jesuíta José de Anchieta, que em 1560, relatou o caso da labareda que fazia perseguições gratuitamente às pessoas. Tudo o que se sabe de concreto desta lenda é que suas vítimas morrem queimadas ou de medo.

Segundo pesquisadores, caso fique cara a cara com MBoitatá, fique totalmente imóvel, de olhos fechados e sem respirar. Ou se estiver montado em um veloz cavalo fazer um laço e jogar por cima dela e sair em disparada. Jogue-a contra a primeira árvore gigante que estiver em sua frente. Não precisa ficar com dó não, logo ela se reagrupará.

Acusações

Homicídio doloso privilegiado, por motivo de relevante valor social: pena mínima de seis anos. Falsidade ideológica; pena de reclusão de um a cinco anos mais multa.
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 16:18  comentar


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