Revelando, imortalizando histórias e talentos
6.11.20
Lygia Clark, cujo centenário de nascimento celebrou-se na última sexta-feira (23), foi uma pintora e escultora contemporânea que se autointitulava “não artista”. 
 

Movida a novas experiências e interessada em despertar todos os sentidos do público, propunha a desmistificação da arte e do artista e a desalienação do espectador. No final da carreira de quatro décadas, Lygia Clark abandonou o objeto como expressão da arte. Mergulhou na psicologia e nas trocas sensoriais para criar uma outra linguagem com o público.

Suas obras ganharam o mundo e estão nos principais acervos de arte. Há seis anos, uma mostra ocupou várias salas do Museu de Arte Moderna de Nova York (MoMA). Trinta e dois anos após a morte da artista, as exposições que estavam programadas para acontecer em Portugal, na Itália e na Espanha mostram o reconhecimento internacional de sua obra. No Brasil, uma exposição que estava marcada em uma galeria para celebrar o centenário de nascimento da artista foi adiada para 2021. Uma exposição no Museu Guggenheim Bilbao, na Espanha, foi aberta em março e fechada por causa da pandemia, mas já reabriu ao público.

 

Nascimento \ Carreira 

 

Lygia Clark nasceu em Belo Horizonte (MG), em 1920, e iniciou seus estudos artísticos em 1947, no Rio de Janeiro, sob a orientação de Roberto Burle Marx e Zélia Salgado.  Em 1950 viajou a Paris e, em 1952, realizou sua primeira exposição individual, no Institut Endoplastique. De volta ao Brasil, participou do movimento neoconcreto – sendo uma das fundadoras do Grupo Neoconcreto –, que teve exposições em 1959, no Museu de Arte Moderna do Rio (MAM/RJ); em 1960, no Ministério da Educação e Cultura – hoje Palácio Gustavo Capanema, também no Rio; e em 1961, no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM/SP). A transição da pintura para a escultura começou nos anos 1960.

 

Em O Eu e o Tu: Série Roupa-Corpo-Roupa (1967), um casal veste roupas confeccionadas pela artista, cujo forro comporta materiais diversos. Aberturas na roupa proporcionam, pela exploração táctil, uma sensação feminina ao homem, e à mulher, uma sensação masculina. Em Luvas Sensoriais (1968), dá-se a redescoberta do tato por meio de bolas de diferentes tamanhos, pesos e texturas. A instalação A Casa É o Corpo: Labirinto (1968) oferece uma vivência sensorial e simbólica ao visitante, que penetra numa estrutura de oito metros de comprimento, passando por ambientes denominados “penetração”, “ovulação”, “germinação” e “expulsão”.

Na década de 70, retorna a Paris, onde leciona na Faculdade de Artes Plásticas St. Charles, na Sorbonne. Nesse período, afasta-se da produção de objetos estéticos e volta-se para experiências corporais, nas quais os materiais estabelecem relação entre os participantes.

 

Comemorações 

Nos dias 13, 14, 15, 20, 21 e 22 de março, a A2 + Mul.ti.plo, única galeria de arte contemporânea de Petrópolis, apresenta uma exposição com réplicas de obras de Lygia Clark. Estarão lá peças emblemáticas como objetos criados com fins artísticos e sensoriais; exemplares da série “Bichos”, esculturas geométricas e interativas em metal na qual cada parte se move por meio de dobradiças; o Livro-obra; entre outras. A entrada é franca.

 

Serviço

 

Apresentação da peça “Lygia.”

Dia 14 de março (sábado)

Horário: 19h

Endereço: Fazenda Cachoeira – Estrada Almirante Paulo Meira, s/n (logo depois do Condomínio Morro do Cuca)

 

Classificação indicativa: 12 anos

 

Ingresso: R$ 50,00

Exposição de réplicas de Lygia Clark

Dias 13, 14, 15, 20, 21 e 22 de março

Horário: de 11h às 16h

Endereço: Galeria A2 + Mul.ti.plo – Armazém das Videiras – Estrada Almirante Paulo Meira, 8.400, loja 5 – Petrópolis

Entrada franca

Tel.: (24) 2225-8802

link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 16:14  comentar


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