Revelando, imortalizando histórias e talentos
12.1.21
Funarte celebra aniversário de Lamartine Babo, grande compositor brasileiro. Livro 'Tra-la-lá: vida e obra de Lamartine Babo' está disponível online para leitura gratuita 
 
 

 

compositor e radialista Lamartine Babo (1904-1963), que completaria 117 anos no dia 10 de janeiro. Autor de mais de 200 composições — entre sambas, valsas, marchinhas, fox-trotes, marchas-ranchos, canções para festas juninas e Natal e hinos dos principais times de futebol cariocas —, com clássicos como No rancho fundo, é considerado um dos nomes mais importantes da música popular brasileira. Lalá, como era conhecido, era eclético, um contador de piadas e, mesmo abusando dos trocadilhos, legou uma obra de valor inegável e inestimável.

 

Rei do Carnaval 

 

Ficou conhecido como o “Rei do Carnaval”, criando marchinhas irreverentes e de humor refinado. Lamartine foi tão magistral na matéria que João de Barro — o saudoso Braguinha —, também uma importante autoridade em marchinhas carnavalescas, sempre que indagado sobre o assunto, afirmava: “Costumo dividir o carnaval em duas fases: antes e depois de Lamartine”. Apaixonado por futebol, foi compositor de hinos como o do Flamengo, do Fluminense e do America Football Club, seu time do coração.

Lamartine nasceu em 10 de janeiro de 1904, na Rua Teófilo Otoni, número 45, no Centro do Rio de Janeiro. O prédio veio a ser desapropriado e depois demolido ainda no primeiro semestre daquele ano, para fazer passar a Avenida Central, hoje Rio Branco, no plano de remodelação do prefeito Pereira Passos. Décimo primeiro e penúltimo filho de Leopoldo de Azeredo Babo e de Bernarda Preciosa Gonçalves de Azeredo Babo, Lalá foi um dos três filhos do casal a chegar até a idade adulta.

 Lalá, ainda estudando no Ginásio São Bento, “compôs entre os monges beneditinos um Salutaris, um Tantum ergo e uma Ave Maria, além dos hinos a São José, a Nossa Senhora Mãe dos Homens e o do Jubileu Episcopal de 1919”. A obra mais marcante dessa fase foi a música para o hino religioso Ó Maria concebida sem pecado, registrado pela cantora Carmen Costa, em LP da gravadora Alvorada, intitulado de Benditos, hinos e ladainhas, de 1983.

Lamartine, então, passou também a contribuir com textos carregados de humor para jornais e revistas e a marcar presença, na mesma década (1920), no teatro de revista, integrando a Companhia Negra de Revistas, do cançonetista De Chocolat. No final da década de 1920, conquistou o rádio. Ocupou os microfones de diversas emissoras, no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, entre outros estados. Atuou no rádio até um pouco antes de sua morte, no início dos anos 1960.

 

O livro da Funarte 

 

Lançado em 1981 pela Funarte e reeditado, em 1989, pela Impressora Velha Lapa, Tra-la-lá é resultado do trabalho incansável de Suetônio Soares Valença, que dedicou as décadas de 1980 e 1990 a se aprofundar nas histórias contadas. Ele realizou novas entrevistas e pesquisou incontáveis publicações, acervos como o da Biblioteca Nacional e também as lançadas após a primeira edição de Tra-la-lá.

O livro esmiúça, ainda, a longa e bem-sucedida carreira radiofônica de Lalá, tanto em voos solo quanto a bordo do Trem da Alegria – programa de variedades líder de audiência nas décadas de 1940/50 que, com seu caráter popular, provocou a ira de críticos como Magdala da Gama Oliveira (a Mag, do Diário de Notícias), cujos textos virulentos são citados nesta edição.

Tra-la-lá: vida e obra de Lamartine Babo

Edição Funarte

Autor: Suetônio Soares Valença

Número de páginas: 871

 

A versão digital do livro está disponível gratuitamente na seção “Edições On-line”, do portal da Funarte, e pode ser acessado AQUI

EDITORIAS:
link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 14:18  comentar


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