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Theatro Municipal do Rio de Janeiro apresenta a Campanha  #NepomucenoEmCasa no centenário de morte do compositor e regente Alberto Nepomuceno

 

Priscila Bomfim - foto acervo pessoal

No ano em que comemora 111 anos, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro oferece mais uma nova Campanha ao público e faz uma homenagem a Alberto Nepomuceno (1864-1920), pianista, organista, compositor e regente. No ano em que comemora 111 anos, o Theatro Municipal do Rio de Janeiro oferece mais uma nova Campanha ao público e faz uma homenagem a Alberto Nepomuceno (1864-1920), pianista, organista, compositor e regente. 

 

A partir do dia 05 de agosto, com o patrocínio Ouro Vale e Petrobras, todas as segundas e quartas, às 12h, serão exibidos vídeos na programação das redes socias (@theatromunicipalrj e Facebook.com/theatro.municipal.3) com canções de Nepomuceno, considerado o pai do nacionalismo da música erudita brasileira. Unindo o canto e a poesia, #NepomucenoEmCasa conta com os cantores do Coro do Theatro Municipal do Rio de Janeiro, dirigidos e acompanhados ao piano pela maestrina Priscila Bomfim. Idealizada pelo diretor artístico, André Heller-Lopes e pelo maestro titular Ira Levin, a série virtual vai apresentar aproximadamente 25 canções para canto e piano, escolhidas entre mais de 60 compostas por Nepomuceno. O público poderá ouvir canções deste compositor, essenciais no repertório brasileiro, não só pelas suas características musicais, mas também pela riqueza dos poemas de autores consagrados da literatura brasileira.

 

"Não tem pátria um povo que não canta em sua língua". (Alberto Nepomuceno)

 

Em 04 de agosto de 1895, recém-chegado da Europa (onde ficara por sete anos), Alberto Nepomuceno realizava um concerto histórico no Instituto Nacional de Música, no Rio de Janeiro, com diversas obras suas em primeira audição. Dentre elas, estavam as canções em português para canto e piano, com versos de João de Deus (“Ora dize-me a verdade” e “Amo-te muito”) G. Crespo (“Mater Dolorosa”) e J. Galeno (“Tu és o sol”). Era um concerto histórico, marcando o início de uma campanha pela nacionalização da música erudita brasileira.

 

O concerto atingia diretamente aqueles que afirmavam que a língua portuguesa era inadequada para o bel canto. A polêmica tomou conta da imprensa e Nepomuceno travou uma verdadeira batalha contra o crítico Oscar Guanabarino, defensor ardoroso do canto em italiano, afirmando: "Não tem pátria um povo que não canta em sua língua". A luta pela nacionalização da música erudita foi ampliada com o início de suas atividades na Associação de Concertos Populares, a qual dirigiu por dez anos, de 1896 a 1906, promovendo o reconhecimento de compositores brasileiros.

 

As composições de Alberto Nepomuceno abrangem a música dramática, orquestral, instrumental e vocal. O seu grande interesse pela literatura brasileira e pela valorização da língua portuguesa aproximou-o de alguns dos mais importantes poetas e escritores da época, como Coelho Neto, Machado de Assis e Olavo Bilac. Textos destes e de outros poetas fazem parte de suas mais de 60 canções para canto e piano.

 

Sua coletânea com doze canções em português foi lançada em 1904.  Entre as suas óperas, “O Garatuja”, comédia lírica em três atos baseada na obra homônima de José de Alencar, é considerada a primeira ópera verdadeiramente brasileira no tocante à música, ambientação e utilização da língua portuguesa. Ritmos populares também estão presentes nesta obra, como a habanera, o tango, a marcação do maxixe, o lundu e ritmos característicos dos compositores populares do século XIX como Xisto Bahia, além das polcas de Callado e Chiquinha Gonzaga.

 

No seu legado destacam-se iniciativas como: a reforma do Hino Nacional Brasileiro e a regulamentação de sua execução pública, tanto na forma de execução quanto na letra de Osório Duque Estrada; o incentivo a talentos nacionais, como o do jovem Villa-Lobos; o envio, em 1909, de um projeto de lei ao Congresso Nacional com o intuito de criar uma Orquestra Sinfônica subvencionada pelo governo; o grande Festival Wagner, que regeu em 1913 no Teatro Municipal do Rio de Janeiro; a direção do Instituto Nacional de Música e a tradução do Tratado de Harmonia de Schöenberg, entre muitas outras.

 

Alberto Nepomuceno nasceu em Fortaleza, em 06 de julho de 1864. Na sua juventude tornara-se também um defensor atuante das causas republicana e abolicionista no Nordeste, participando de diversas campanhas e colaborando em inúmeros jornais ligados a essas causas. O último concerto do regente no Teatro Municipal aconteceu em 1917. Muito doente e enfraquecido, faleceu em 16 de outubro de 1920, aos 56 anos de idade. Segundo depoimento de seu amigo Otávio Bevilacqua, Nepomuceno "... cantou noite adentro, até o último suspiro em pleno dia".

Ficha Técnica:

 

Direção Musical e Piano Colaborativo: Priscila Bomfim

 

Idealização da Série: André Heller (Diretor Artístico do TMRJ) e Maestro Ira Levin (Diretor Musical do TMRJ)

Apoio: Jésus Figueiredo (Maestro do Coro do TMRJ)

Canções de Alberto Nepomuceno e seus Autores - Campanha #NepomucenoEmCasa:

Olha-me (Olavo Bilac)

Soneto (Coelho Netto)

Trovas n1 (Osório Duque Estrada)

Ora dize-me a verdade / Amo-te muito (João de Deus)

Mater Dolorosa (Gonçalves Crespo)

Tu és o Sol / Medroso de Amor / A Jangada (Juvenal Galeno)

Coração Triste (Machado de Assis)

Xácara (Orlando Teixeira)

Turquesa (Luís Guimarães Filho)

Trovas 2 / A Grinalda / Despedida (Carlos Magalhães Azeredo)

Cantilena (Coelho Netto)

Canção (Fontoura Xavier)

Coração Indeciso (Frota Pessoa)

Sempre / Dor sem Consolo (Affonso Celso)

Anoitece (Adelina A. Lopes Vieira)

Ocaso (Thomas Lopes)

Canção do Rio (Domingos Magarinos)

Razão e Amor (Alberto Nepomuceno)

Ao Amanhecer (Anna Nogueira Baptista)

Dolor Supremus (Osório Duque Estradada)

 

Serviço:

 

Campanha # NepomucenoEmCasa

 

Data de lançamento: 05 de agosto – quarta-feira

 

Todas as segundas e quartas

 

Horário: 12h

 

Plataformas: 

 

Patrocínio Ouro  @valenobrasil e  @petrobras

 

FONTE: Cláudia Tisato

link da notíciaBy Equipe formasemeios, às 15:22  comentar


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